Teve um dia… [2]

SIMMM MEUS AMIGOS!

VOLTAMOSsSsSsS……..

Agora senta aí que é hora de mais um TEVE UM DIA.

Neste post::::: O dia em que eu pedi para Jesus me levar.

Teve um dia quando eu era bem criança, tinha tipo 3 ou 4 anos, que a minha mãe (dona Lúcia) saiu e me deixou com a mulher que limpava a casa (não gosto do termo empregada então ela era só a mulher que limpava a casa).

Até aí tudo certo, dona Lúcia fazia isso de vez em quando… Aí neste dia em específico, eu estava brincando bem feliz com meus dinossauros na sacada do apartamento no 5º andar quando eu olho para cima e vejo no céu um misterioso risco branco…

jato no ceuwow………….

Nisso eu chamo a mulher para deslumbrar a minha nova descoberta, conto que o risco se mexia e deixava um rastro e pergunto para ela, curioso como eu sempre fui, o que poderia ser esta maravilha?

Ela, sabendo que minha mãe era bem evangélica, disse que o risco branco no céu era Jesus que havia voltado e estava levando a minha mãe para o céu e tinha me deixado aqui. Eu, como uma criança normal faria, ENTREI EM PÂNICO! COMO ASSIM JESUS VOLTOU E ME DEIXOU AQUI NÃO PODE NÃO!!!

EU COMECEI A CHORAR E A BERRAR “VOLTA JESUS ME LEVA TAMBÉM EU NÃO QUERO FICAR AQUI EU TAMBÉM SOU CRENTE POR FAVOR ME LEVA JESUS”.

A mulher, obviamente, começou a rir que nem um panetone enquanto eu CHORAVA EM DESESPERO POR TER PERDIDO A MINHA MÃE E TER SIDO ABANDONADO POR JESUS.

Coincidiu que não deu nem dez minutos e dona Lúcia chegou em casa para me encontrar CHORANDO COPIOSAMENTE e a mulher rindo que não parava mais. Eu fiquei super aliviado por ter minha mãe de volta mas PUTASSO DA CARA porque a mulher mentiu e depois ainda ficou me zombando. Aquela desgraçada………..

Hoje dona Lúcia conta essa história para toda e qualquer pessoa que me visite, sempre rindo da minha inocência. Enquanto eu fico no cantinho apenas relembrando dos momentos de pânico e desespero que a filha da puta daquela mulher me fez passar…

Acho que a moral da história é:

Se Jesus voltar e levar a sua mãe: Apenas fique feliz que você vai poder almoçar sucrilhos.

Até a próxima.

E se você também já sofreu um trauma desses quando criança, deixe um comentário e ajude a acabar com o extermínio da formiga uirapuru.

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Teve um dia…

Aê Aê Aê Aê – Ey Ey Ey Ey – Oô Oô Oô Oôôôôô

Segura essa Banda Mel  pra acrescentar um pouquinho de cultura nessa vidinha miserável de vocês, ok?!

carlton

Salve, Salvador ♪

Então, amigos estou criando uma seção/sessão/cessão (dsclp não sei a diferença) nova pro blog chamada “Teve um dia…”.

AINNNN LUKS UMA SEÇÃO/SESSÃO/CESSÃO NOVA QUE CHIQUE COMO ELA VAI FUNCIONAR HEINNNN?!

Muito simples meus caros chiliquentos: Serão apenas histórias e vacilos (ou histórias de vacilos) meus que eu achar engraçado contar para vocês.

Hoje, por exemplo, contarei sobre o dia que eu tomei remédio pra cachorro.

Yeap…

Você não leu errado.

e-la-vamos-nós

Teve um dia que eu tomei remédio pra cachorro. Sério… Eu tinha 13 ou 14 anos de idade e morava num apartamento no centro de Bento Gonçalves/RS. Ia para o colégio pela manhã e durante a tarde ficava em casa vadiando, jogando videogame e comendo besteiras estudando, sendo um bom menino e comendo brócolis direto do pé.

Eu sempre fui um anjo disfarçado

Eu sempre fui um anjinho.

Durante a tarde ficavam em casa eu, meu irmão mais novo Mateus, minha irmã mais velha Sarah e minha mãe, a famigerada Dona Lúcia™.

No dia em questão Dona Lúcia tinha muitas voltas para fazer no centro e passaria a tarde fora de casa. Mateus iria na casa de um colega fazer trabalho e Sarah simplesmente disse que ia sair e sumiu. Então lá estava eu, na posição que todo garoto dessa idade sonha: eu estava SOZINHO EM CASA! 

E todos sabem o que sozinho em casa significa não é mesmo?!

Eu sozinho em casa.

Infelizmente neste dia não rolou Tom Cruise em Risky Business pois o pequeno Lucas estava doente. Sim. Me sentia bastante febril, com dor de cabeça e aquele sentimento ruim quando percebe-se uma gripe se aproximando no qual você fica cabisbaixo, jururu e parece perder todas as suas forças juntamente com sua vontade de viver. E foi aí que a minha maldita alergia atacou…

Uma pausa para comerciais explicar como as minhas alergias funcionam: Demora menos tempo eu listar as coisas quais eu não sou alérgico do que as que sou alérgico. ENTÃO PORQUE NÃO NÉ VAMOS A ALGUNS EXEMPLOS:

Sou alérgico a:

  • Pólen;
  • Poeira;
  • Mofo;
  • The Voice Brasil;
  • Abelhas;
  • Felipe Neto;
  • Marimbondos;
  • Formigas;
  • Fígado Acebolado;
  • Cães;
  • Gatos;
  • Hamsters;
  • Bichinhos fofos em geral;

Não sou alérgico a:

  • Camarão;
  • Carrinhos Hot Wheels;
  • Tua mãe.

camarão

OBRIGADO DEUS POR ME PERMITIR COMER CAMARÃO SEM MORRER

Então eu, que já estava bastante mal, fui atingido pela rinite alérgica que simplesmente resolveu aparecer. Só que ela não chegou de mansinho “oi tudo bem vi que estás sozinho em casa será que posso por favor entrar e lhe fazer companhia?” ELA CHEGOU DANDO PÉ NA PORTA E TAPA NA CARA TOMA AQUI ESSES 47 ESPIRROS, CORIZA, COCEIRA E SABE O QUE MAIS SEGURA ESSE OLHO LACRIMEJANDO TAMBÉM SÓ PRA MOSTRAR QUEM É QUE MANDA SE FODE AÍ NERDÃO KKKKKKKKKK.

hulk loki

O Hulk é a alergia e eu sou o pobre Loki.

Aí bateu desespero no pequeno Lucas². Todos os problemas se misturaram e confesso que entrei em pânico. Corri para procurar a caixinha de remédios (que aqui em casa é guardada na cozinha) pois dentro dela estava o meu salvador, o único que poderia aliviar a minha alma neste momento de crise. Sim, ele! O meu herói!! O imponente! O antialérgico Polaramine!

polaramine

Te amo. :’)

Corri p/ cozinha com lágrimas nos meus olhos e catarro nos meus sonhos apenas para descobrir que a caixa de remédios havia sumido. SIM! SUMIDO!! Procurei por todas as prateleiras da cozinha e da casa indo de um cômodo para o outro enquanto lágrimas chegavam a meus olhos inchados até que eu finamente encontrei a bendita caixa!

urso pica pau

Eu correndo pela casa procurando a caixa.

Revirei ela inteira mas nem sinal do Polaramine. O pequeno Lucas já não aguentava mais de tantas dores simultâneas e fortes espirros. Não encontrar seu remédio foi a gota d’água para ele tomar uma das piores decisões que tomou em sua vida. Ele decidiu tomar todos os comprimidos existentes na caixa de remédios ao mesmo tempo. “Algum deles vai fazer efeito e os espirros vão parar” pensei. No desespero, meu minúsculo cérebro de adolescente considerou lógico que, se eu tomasse muitos remédios, pelo menos um deles faria o efeito desejado. E foi o que eu fiz. Saí abrindo cartelinha atrás de cartelinha e tomando comprimidos como se não houvesse um amanhã. No total, sem exageros, tomei uns 8 remédios diferentes.

homer_facepalm

What a mistake (que erro)…

Não preciso nem dizer que nunca passei tão mal quanto nesse dia. A febre continuou, nenhum dos outros sintomas desapareceu e apenas me acrescentou uma dor fortíssima de estômago. Minha tarde resumiu-se em me contorcer de dor no sofá enquanto queimava de febre esperando pelos meus pais. Pela noite, Dona Lúcia me deu um remédio da VERDADEIRA caixa de remédios (que por algum motivo acharam que seria uma boa ideia guardar ela na área de serviço!!!) e acalmou minha sofrência. SIM, eu SEQUER acertei a caixa de remédios que continha paracetamol, antialérgicos e remédios do cotidianos. Ao invés disso fui direto na caixa obscura, aquela que continha remédios não mais usados, vencidos e, claro, os remédios do cachorro.

Obviamente tentei esconder essa vergonha da minha família o máximo possível mas, logo no dia seguinte, minha mãe dá um berro da cozinha “QUEM FOI QUE TOMOU O REMÉDIO DO CACHORRO???!?” e XABLAU fui pego no flagra e virei piada na mesma hora.

Sinceramente, não sei se foram os remédios (junto com o do cachorro) que me fizeram passar mal (no final das contas, por a maioria estar vencido, é capaz deles nem terem tido tanto efeito assim) mas que foi horrível, AH ISSO FOI… Até hoje não consigo acreditar que fiz essa idiotice. Mas essa é a vida né meus amigos, às vezes precisamos passar mal durante horas a fio para aprender que não se deve tomar 8 remédios desconhecidos ao mesmo tempo………………………………..

kevin

Imbecil…

E VOCÊ? Já fez alguma coisa parecida? Tem alguma história de vacilo  que queira compartilhar? Acha que deveriam ter me botado pra dormir no veterinário? Mande um comentário e receba TOTALMENTE GRÁTIS vários nadas.

Para ler mais histórias:

Karma is a bitch.

Minha Stalker Priscila.

Cubierto de Cu É Rola

ESTAMOS DE VOLTA, QUERIDOS AMIGOS!

Quem me segue na rede social conhecida como Twitter já sabe do meu mochilinho pelo Uruguai que durou 5 dias.

“Mah empurra essa meRRRda com foRRRça!” – COM SARDAS, Angie.

Mais fotos em meu Instagram.

Infelizmente o mochilinho acabou e agora restam apenas as histórias que essa viagem proporcionou. Contarei algumas destas histórias aqui neste querido blog e meusa migos, QUANTAS HISTÓRIAS!

Depois de fazer drifts no Parque Eólico Geribatu, ser recebido por um cachorro caolho e seu dono também caolho no hostel Iguana de la Barra, ser rejeitado por leões marinhos, alimentar estes mesmos leões marinhos, ganhar bergamotas mandarinas da nossa garçonete, conhecer inúmeras pessoas lindas e percorrer mais de 2200 quilômetros de carro, neste post vou contar uma história triste. Uma derrota que tivemos naquela é a melhor hora do dia (a hora do almoço).

hora do almoço2

Eu quando chega a hora do almoço.

. Este acontecimento quebrantou corações brasileiros na terra de Mujica de uma maneira que nem mesmo a erva dos hobbits uruguaios ou as plantas mágicas dos elfos também uruguaios poderiam curá-los.mujica deal with it

DEAL WITH IT, BRASILEÑOS.

Aconteceu na sexta-feira (dia 05/06) logo após uma visita linda ao Teatro Solis, na Plaza de la Independencia em Montevideo. Já passava das 13h e a fome batia em nós mais forte do que o Chris Brown na Rihana… Mas não era fome por qualquer coisa. Já estávamos cansados de comer pizzas e hamburguesas. Precisávamos comer carne! Carne de verdade!! Então tivemos o que parecia ser uma ótima ideia: “Vamos no Mercado Público comer a famigerada parrilla uruguaia!”.

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A famigerada parrilla uruguaia.

Chegando ao Mercado Público, procurávamos um restaurante barato (pois essa era a ideia do Mochilinho desde o início, gastar o menos possível), e encontramos algo muito melhor: Seu Álvaro. Seu Álvaro é um pintor uruguaio, descendente de bascos e já com seus 70 e poucos anos que vende sua arte feita em aquarela ali mesmo na praça do Mercado Público ao lado de sua bela esposa. Paramos para conversar com ele pois nossa companheira de mochila Angela também faz pinturas em aquarela. No meio de um mundaréu de turistas, filas enormes e pessoas famintas encontramos um dos melhores personagens da viagem. Seu Álvaro pinta desde que era criança. Começou aos 8 anos, não parou mais e há 15 anos vive somente do dinheiro que ganha com sua arte.

Após o nosso papo com Seu Álvaro entramos no restaurante El Palenque para, finalmente, almoçar. Só que não entramos pelo lugar certo… No nosso estado de fome e confusão mental acabamos entrando pela lateral e passamos na frente de algumas (várias) pessoas que esperavam na fila para almoçar dentro do restaurante. Ok. Sentamos e começamos a discutir o que iríamos comer nos achando espertos por ter pulado a fila pq aqui é sangue brasileiro, mano, malando é malandro, mané é mané, Pelé, feijoada, pagode, Neymar, uhuull!

mesa

Representação fotográfica da nossa mesa.

As carnes estavam todas caras porém o garçom nos disse que cada corte daria para duas pessoas. Resolvemos o seguinte: Estamos em 5, vamos pegar 2 carnes (uma picanha e um entrecot), comer um pouquinho a menos cada um e o resto nós disfarçamos com uma porção de batata frita e uma de queijo provolone.

Ótima ideia, certo?

Errado…

Além dos cortes serem caros, NEM FODENDO que eles alimentam duas pessoas!! Especialmente mochileiros famintos por carne. Para piorar a situação, as porções de batata frita e queijo provolone eram pequenas e igualmente caras. Assim que terminamos tudo o que pedimos, nos entreolhamos e começamos a debater sobre qual seria o próximo passo já que todos estavam ainda com muita fome e então começamos a fazer contas… Acompanhem:

Entrecot – 470 Pesos (R$54,75)   |    Picanha – 600 pesos (R$69,90)

Batata frita – 180 pesos (R$21,00)   |    Provolone – 200 pesos (R$23,30)

PS: Os custo em reais são apenas um valor aproximado.

Só nisso já se foram 1450 pesos ou quase 170 reais. Resolvemos então pegar mais um pedaço de entrecot e uma batata frita pra dividir tudo e tentar mascarar a fome e foi aí que tivemos nosso maior baque. Vimos na parte de trás do menu que o restaurante possuía uma cobrança chamada “Cubierto”. Essa é uma ~~taxa~~ para quem come dentro do restaurante + o couvert. São 110 pesos por pessoa, ou seja, nossa conta aumentou em 550 pesos do nada!!

Tentamos racionalizar com o garçom (que vale dizer nos tratou muito mal), dizer que não sabíamos do tal do Cubierto e que sequer tocamos no couvert, mas não teve jeito. E, sem mais nem menos, XABLAU! tomamos mais um tapa na cara. Percebemos que faltaram os 10% da propina (gorjeta). AÍ SIM O DESESPERO BATEU. Voltamos as contas: Deu 1450 pesos do almoço, mais 550 pesos do cubierto, mais 10% da gorjeta. 1450 + 550 = 2020 pesos… Adicionando os 10% da gorjeta, chegamos a 2222 pesos ou incríveis 252,50 reais!!! Dividindo isso por 5 pessoas, o nosso “almoço” do qual todos saímos com fome e sem beber nada custaria R$50,50 cada um.

7x1 2

Uma derrota tão grande quanto

Ah, mas o nosso sangue brasileño começou a ferver! Mais um 7×1?? Se até aquele momento ninguém tocou no couvert, então estava na hora de tocar… O problema é que o couvert não era nada mais nada menos do que pão.  pão. D’água. Seco. Cru. Sem gosto. Sem ter sequer uma manteiguinha pra disfarçar o sabor. Comemos todo o pão que disponibilizaram e roubamos levamos para viagem uns pacotinhos de “pão em palitos” que estavam na mesa também. Mas o que suavizou nossa derrota mesmo foi o IVA (isenção e devolução de imposto sobre valor agregado para turistas brasileiros, tipo um ICMS do Uruguai). Recebemos 22% da conta de volta pois pagamos no cartão de crédito, mas a desilusão continuou a mesma.

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A conta……………….

Resumindo: Comemos pouco, pagamos caro, fomos muito mal atendidos e ainda por cima deixamos gorjeta pros caras. Esse, meus amigos, foi o ponto baixo da viagem. Saímos do restaurante cabisbaixos, derrotados, tentando rir (para não chorar) de nossa própria desgraça.

Mas ao sair de El Palenque nos deparamos novamente com Seu Álvaro que, sempre sorridente, acalmou nossos ânimos e nos devolveu um pouco da nossa alegria. Toda essa história acabou se tornando uma lição. Percebemos que esses infortúnios são inevitáveis, que toda viagem vai ter um ponto baixo, que não adianta nos deixarmos abater por dinheiro e que a melhor parte de qualquer viagem não é a comida, não são os hostels e não são as fotos. A melhor parte de qualquer viagem são as pessoas com as quais temos contato e o Seu Álvaro sozinho fez o mochilinho inteiro valer a pena.

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Seu Álvaro e Angela.

E você? Já sofreu alguma derrota em suas viagens? Algum 7×1 que vale a pena ser lembrado?

Conte sua história aqui e ganhe um bolo de chocolate!!

PS: The cake is a lie…