Muito Curto

De uns dias para cá a internet está insuportável. Seja por notícias horrendas como o estupro coletivo de uma menor de idade ou pela eterna guerra que ocorre nas redes sociais toda vez que algo do gênero é noticiado.

Mas este post não é para fazer o famoso textão contra pessoas sem bom senso. É para contar a história de um dia em que EU fui machista. Sim, eu mesmo…

Eu tinha 20 anos e namorava uma guria que vamos chamar de Maria. Nunca fui deliberadamente machista. Nunca achei de verdade que lugar da mulher é na cozinha ou que se uma mulher apanha é porque ela fez alguma coisa de errado. Mas eu era jovem, inseguro comigo mesmo e com meu relacionamento e isso me tornava ciumento. Calma… Eu também nunca fui daqueles ciumentos que surtam e gritam ou machucam alguém, era um ciúme “normal” mas que me fazia ser machista sem que eu mesmo tivesse noção disso ou do quão imbecil esse tipo de comportamento é.

Certa noite, após vários meses de namoro, combinamos de sair com alguns amigos. Estávamos todos nos arrumando e fazendo a ~pré~ no meu apartamento… Me arrumei cedo e fiquei na sala jogando com uns amigos enquanto esperávamos Maria e nossas amigas se arrumarem também. Uma delas trouxe um vestido para Maria provar e decidir se iria ou não usá-lo para sair. Maria provou o vestido, adorou o resultado e quando foi até a sala, super feliz, pedir a minha opinião, eu olhei para ela de cima a baixo e disse com um ar arrogante e escroto: “Muito curto”.

Só de lembrar do que disse me sinto enojado.

Falei também que eu não iria sair se ela fosse vestida ~~daquele jeito~~ e que ela devia se trocar. (Eu estava inseguro com a possibilidade de que outro homem iria olhar para ela).

Mas a parte que me deixa triste de verdade vem agora:

Ela realmente se trocou. Ela acatou minha imposição escrota e, cabisbaixa, colocou uma calça para sairmos. Na hora, minha irmã e minhas amigas tentaram me alertar dizendo que eu estava sendo insensível, idiota e, acima de tudo, machista. Mas é claro que, como todo bom ignorante, fui cego e não dei bola para a opinião alheia.

Foi só ao sair de casa que percebi a merda que eu tinha feito. Não preciso nem dizer que a noite foi horrível. Óbvio. Maria triste e irritada e eu extremamente envergonhado com a minha atitude sem saber direito como pedir desculpas.

No final da noite conversamos, pedi desculpas e jurei para ela (e para mim mesmo) que jamais faria isso de novo. E nunca mais fiz… Mudei minha visão e a minha forma de pensar. Foi tudo de uma só vez? Não… Demorou um tempinho para que a minha opinião mudasse gradualmente. Mas passei a entender que feminismo não é mimimi. É uma luta séria por direitos iguais. Entendi que não sou eu quem decide a forma como a Maria deve ou não se vestir. Entendi que esse tipo de relacionamento é abusivo e faz mal. Entendi que eu deveria aprender a lidar com a minha própria insegurança. Mas, acima de tudo, entendi que deveria RESPEITAR o feminismo e as mulheres.

Existem feministas que extrapolam limites? Óbvio. Como em QUALQUER grande grupo de pessoas. Seja em estádios, igrejas, shows ou manifestações. Sempre vai existir uma pequena parte com ideias erradas ou radicais. Mas o erro de poucos não tira o mérito de tantas.

Ao contrário do que dizia dr. House, as pessoas mudam SIM. E este é apenas um exemplo de que a mudança deve partir de nós mesmos. Se quisermos um mundo melhor, nós devemos melhorar primeiro. Infelizmente precisei me sentir um lixo de pessoa para que finalmente entendesse e respeitasse o assunto. Espero que você não precise.

“Mas Lucas qual a moral disso tudo???” 

A moral deste post é deixar uma reflexão para você que trata a sua namorada ou amigas do jeito que eu tratava a minha. Se sentir inseguro é algo normal. O que não é normal é projetar essa insegurança em outra pessoa de maneira abusiva. Espero que você pare por um minuto, olhe para si próprio, pense a respeito dos suas ações e, depois disso, mude para melhor! 

Lembre-se: Respeitar uma mulher não te faz menos homem.

Na verdade, te faz mais homem ainda.

Te faz humano.

Qualquer dúvida, elogio ou crítica é só deixar um comentário.

 

 

 

As Melhores Estreias de 2015

SIM meus queridos amigos estamos de voOoOoOolta e agora para falar de coisas boas! E já aproveitado este clima natalino, este clima de festas, eu tenho apenas um pedido para Papai Noel:
Chega de filmes e séries ruins!

açucar
Os ingredientes deste post…

Vamos direto ao ponto pq o tema de hoje é:
AS MELHORES SÉRIES QUE ESTREARAM EM 2015!!

Todos sabemos que 2015 foi um excelente ano para séries, inclusive para as novas. Inúmeras estrearam (inúmeras mesmo pois eu tentei contá-las e não consegui) e muitas destas já estão entre as minhas favoritas e merecem ganhar um destaque. E a principal responsável pelo excelente ano de estreias é a linda, a única, a toda poderosa, àquela que todos amamos: a Netflix, colocando várias séries no top 9!

♥ Netflix and birds ♥

Mas que uma coisa fique clara: Estas são as melhores estreias na minha opinião. Então pfvr não sinta-se ofendido se a sua nova série favorita não entrou no post ou se entrou em uma posição baixa. É impossível eu assistir todas as séries mas fiz um esforço e conferi as mais aclamadas e comentadas nesse mundo lindo que é a internet e montei um Top 9!

 Por que TOP 9??
Porque sou eu que mando nessa caralha.

Antes de entrar no top, gostaria de fazer algumas menções honrosas. São séries cuja primeira temporada não foram tão boas mas que: ou possuem potencial ou me fizeram rir.

Menções Honrosas:

Humor bobo e divertida. Essas palavras resumem a primeira temporada da nova série de Tina Fey e Robert Carlock que estreou na Netflix em março. Não coloquei ela entre as melhores estreias porque muitas das piadas acabam não funcionando. Um minuto você está rindo de algo genial e, no outro, pensando “credo, que piada horrível”. Vale a pena conferir se você é fã de humor besta. No bom sentido da palavra, é claro!

Eu sei que essa é uma mini-série e não terá segunda temporada, ok? E é só por isso que ela está nas menções honrosas e não entre as melhores. Outra série da Netflix, esta é uma prequel ao filme Wet Hot American Summer (2001) e conta com atores hoje famosos como Paul Rudd, Amy Poehler, Bradley Cooper e Elizabeth Banks. Se Kimmy Schmidt possui um humor bobo, o humor de Wet Hot American Summer é 43% retardado, 81% estúpido e os outros 34% não fazem o menor sentido. Então por que ela sequer está na lista? Porque este é o meu tipo de humor. Assistindo aos 8 episódios eu ria feito uma criança no seu primeiro dia de APAE. Espera… Muito agressivo?

“Ah vai si fudê, luks” é o que você provavelmente está pensando. E eu não te culpo. Sério… Mas eu, como fã da trilogia The Evil Dead, precisei conferir se a série era tão ruim quanto o esperado. E não é… Sério… Seríssimo.  Com as notas 9,1 pelo IMDb, 75 por críticos e 91 por usuários no Metacritc e uma incrível aceitação de 98% no Rotten Tomatoes, Ash vs. Evil Dead é disparada a maior surpresa de 2015. “AINNN NOSSA MAS SE É TÃO BOM ASSIM PQ NÃO TÁ NO TOP HEINNNNN????/>”. Por um único motivo: Você precisa ter assistido os filmes para gostar. E honestamente? Eu conheço poucas pessoas que assistiram. A série usa um pouco de CGI o que ofusca aquele glorioso brilho da trilogia original, mas isso acaba sendo apenas um pequeno detalhe neste mar de sangue, mortes e demônios que é Evil Dead. Ainda é trash, ainda é besta, ainda é Evil Dead.

Então vamos agora para o TOP 9 Melhores Estreias de 2015!

9. – Sense8

Sense8poster

Vou ser bem direto quanto a Sense8: É boa, mas não é tão boa. A premissa é brilhante: 8 pessoas ao redor do mundo descobrem que estão conectadas uns com os outros e dividem sentimentos, pensamentos, habilidades e experiências. A história é a respeito deles aprendendo o que são, convivendo com seu novo dom e fugindo de quem quer pegá-los por isso. A série brilha pelo seu desenvolvimento de personagens, pela cinematografia (que é inacreditávelmente boa) e pelo seu final.

Mas, tendo dito isso, a série tem diversos problemas. Os diálogos filosóficos incomodam bastante, aparecem o tempo todo e nada neles é sutil ou implícito. Quase sempre que dois personagens conversam eles trocam slogans filosóficos sem sentido tentando, com toda a força do mundo, fazer a série parecer profunda e significativa. O sentimento é de que o show te segura amarrado com um funil na boca enfiando profundidade sem sentido goela abaixo. Frases bregas como “impossibility is a kiss away from reality” aparecem por toda parte e sem bom motivo algum além de deixar uma catchphrase no ar. Mas, para mim, o maior problema de Sense8 é o ritmo lento que se torna entediante. Eu levei meses pra terminar de assistir essa primeira temporada porque entre os episódios 5 e 8 ela é (e eu não consigo enfatizar isso o suficiente): chata. Felizmente ela retoma o ritmo no episódio 9 e consegue mantê-lo até o excelente final, que faz toda a experiência valer a pena.

Notas:
IMDb: 8,4
Metacritic: 63 por críticos. 81 por usuários.
Rotten Tomatoes: 67% de aceitação por críticos. 91% pela audiência.

8.- Catastrophe

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Eu amo o afiado humor inglês. E eu amo o estilo rápido de humor americano. Combine os dois e você tem Catastrophe. Criado, escrito e atuado por Rob Delaney e Sharon Morgan, a série conta a vida de Rob, um publicitário americano, e Sharon, uma professora irlandesa. A premissa se resume em: Um caso de sexo casual se transformou em uma gravidez inesperada e agora ambos precisam lidar com isso. Soa clichê? Bom, é clichê! Essa fórmula foi feita e refeita um bazingão de vezes mas nunca desta maneira.

O que mais se destaca na comédia são as piadas, os bons personagens, a realidade da trama e a química entre os dois. Química essa que é a grande responsável por trazer a audiência de volta. Você nunca se cansa das interações entre os dois, tudo soa real, tudo parece palpável e até mesmo as brigas deles são agradáveis de assistir (por mais estranho que isso soe). A primeira temporada conta com apenas 6 episódios e foi lançada ainda em janeiro, e uma segunda temporada (com mais 6 episódios) saiu em outubro. É uma série real sobre pessoas reais que você definitivamente deve conferir. Ah, e a série contem um elevado número de cenas de sexo e palavrões então escolha sabiamente sua companhia.

Notas:
IMDb: 8,3
Metacritic: 83 por críticos. 76 por usuários.
Rotten Tomatoes: 100% de aceitação por críticos. 93% pela audiência.

7.- Jessica Jones

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Jessica Jones foi outra surpresa deste ano. Eu jurava que não ia sair coisa boa e GRAÇAS AOS DEUSES ANTIGOS E OS NOVOS eu queimei a minha língua feio. Jessica Jones é uma ótima série proveniente da parceria Marvel + Netflix e ela conta a história de (adivinhem quem) Jessica Jones: uma investigadora particular, interpretada por Krysten Ritter, que é basicamente a definição de um anti-herói. Ela trata todo mundo como merda, é uma alcoólatra e não consegue gerenciar seus poderes muito bem. Jessica é também uma vítima do vilão com o pior nome da história dos vilões: Kilgrave. Kilgrave controla mentes, obrigando as pessoas a seguirem suas ordens apenas com um comando verbal e manteve Jessica sob seu controle por um longo período de tempo.

Mas o foco não são os super poderes de Jessica ou ela salvando pessoas, a série foca nela sendo obrigada a lidar com as coisas terríveis que Kilgrave a obrigou a fazer e é por isso que eu gostei tanto do show. O seu passado sombrio e o quão culpada ela se sente por essas coisas dão a série o característico tom lúgubre e melancólico. Não é um programa sobre super heróis e o quão foda é ser super forte ou ter pele inquebrável, é um drama com personagens profundos e personalidades únicas. A série também merece crédito por tratar suas personagens femininas de maneira realista e não sexualmente objetificadas. Embora contenha cenas de sexo, nenhuma delas está lá somente por estar e todas acrescentam algo para a história. Os problemas enfrentados pelas protagonistas são sérios e os diálogos realistas. Seria muito fácil a série se tornar um antro de momentos sexistas baratos tentando “”””agradar“””” a audiência masculina, mas em momento algum acontece isso. Kilgrave, interpretado por David Tennant, é incrível. De longe o melhor personagem da série e, na minha opinião, o melhor vilão do ano. Charmoso, inteligente, vilanesco, assustador e, acima de tudo, maléfico. Ele é tudo o que um bom vilão deve ser e a atuação de Tennant o deixa ainda mais detestável. Toda vez que ele aparece na tela você simplesmente não quer que a cena termine, sua química com Jessica é perfeita e sua backstory desesperadora.

Mas, é claro, a série ainda possui alguns (sérios) problemas. A atuação de Luke Cage (Mike Colter) é tão ruim que dá nos nervos. O ator parece incapaz de expressar qualquer tipo de emoção o que transforma o personagem dele em alguém entediante e dispensável. As cenas de ação não são nada de especial, as coreografias são toscas e mal dirigidas o que acabam distraindo um pouco quem assiste. Outro problema é que a série tem altos e baixos no decorrer da temporada. Pelo menos dois episódios (o 5º e o 6º) sofrem com ritmo e resolução de conflitos o que os transforma nos mais massantes da temporada e deixa uma sensação no ar de que: ao invés de 13 episódios, a história poderia ter sido resolvida em 11. Dito isso, a primeira temporada de Jessica Jones é muito boa, seus personagens secundários são interessantes, o vilão é excepcional, a trama é envolvente e eu mal posso esperar pela segunda.

Notas
IMDb: 8,6
Metacritic: 81 por críticos. 78 por usuários.
Rotten Tomatoes: 92% de aceitação por críticos. 89% pela audiência.

6- The Last Kingdom

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Eu amo história e eu amo a idade média. The Last Kingdom é uma série da BBC da Inglaterra e adapta para a televisão os livros das Crônicas Saxônicas do excelente autor Bernard Cornwell. Ela se passa no século IX (9 para os mais lentos) d.C., um tempo em que a Inglaterra de hoje era separada em vários reinos constantemente atacados e, em muitas ocasiões, dominados por Vikings. No meio disso temos o personagem principal Uhtred (Alexander Dreymon), um saxão (inglês) capturado quando criança pelos dinamarqueses e criado como próprio filho por um guerreiro Viking. Após atingir a idade adulta, Uhtred agora precisa escolher um lado nas guerras em uma busca por terras, dinheiro, glória e destino.

Combinando personagens fictícios com reais, a série é um excelente drama histórico. A história criada por Bernard Cornwell é envolvente e seus personagens muito fortes, a ponto de você temer pela vida deles toda vez que surge uma cena de batalha. Cenas essas que são um ponto fortíssimo da série por serem muito bem coreografadas. Algo que, embora pareça, não é fácil de ser atingido. Game of Thrones é constantemente criticada por suas fracas coreografias em lutas de espada e, neste quesito, The Last Kingdom ganha de lavada. A série possui outras boas características como a atuação, os personagens secundários e a cinematografia, mas eu gostaria mesmo é de falar sobre o chamado Production Designer (Diretor de Arte). A direção de arte dessa série é inacreditável! Todas as locações (tanto interior como exterior), todas as construções, todo o figurino e todos os cenários foram cuidadosamente criados para serem historicamente corretos. Você já assistiu um filme de época e se sentiu incomodado com o quão bem as pessoas se vestiam? Não? Bom, isso provavelmente porque você não é um imbecil como eu. De qualquer forma, isso não acontece aqui. A fiel representação do século IX d.C. ajuda na imersão e te mantém preso ao que realmente importa: a história.

Se eu tivesse que apontar um problema em The Last Kingdom, seria o ritmo alucinante dos episódios. Pesquisando sobre a série, descobri que a primeira temporada (8 episódios) conta a história dos dois primeiros livros das Crônicas Saxônicas, o que explica esse ritmo acelerado de acontecimentos. Talvez se houvesse um ou dois episódios a mais, este ritmo seria diminuído, o que permitiria o público a respirar durante a temporada e apreciar ainda mais os personagens e os conflitos criados. Mas isso sou apenas eu procurando defeitos. The Last Kingdom possui um grande potencial em suas mãos e eu espero que se torne a minha nova série medieval favorita enquanto Game of Thrones vai se caminhando para o seu final.

Notas:
IMDb: 8,6
Metacritic: 78 por críticos. 76 por usuários.
Rotten Tomatoes: 92% de aprovação por críticos. 90% pela audiência.

5 – Narcos

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Mais uma série baseada em eventos históricos que mistura pessoas reais com personagens fictícios, Narcos já era uma presença óbvia nessa lista. A real ascensão de Pablo Escobar (Wagner Moura) dentro do cartel de Medellin, tornando ele o maior traficante do mundo, toma vida em mais uma ótima série da Netflix. Enquanto vemos o crescimento de Escobar, o agente da DEA Steve Murphy (Boyd Holbrook) é enviado a Colômbia em uma missão americana para capturar o traficante e, por fim, assassiná-lo. Narrado pelo personagem Steve Murphy e cheia de filmagens reais no melhor estilo ‘documentário’, a série possui uma premissa simples (policial atrás de bandido), porém com uma história complexa recheada de personagens e conflitos políticos.

Dentro dos pontos fortes da série pode-se colocar a atuação tanto dos personagens principais quanto dos secundários. Wagner Moura, Boyd Holbrook e Pedro Pascal (Oberyn, de Game of Thrones) estão sensacionais (com Wagner Moura inclusive concorrendo ao Globo de Ouro). Tudo bem que o sotaque espanhol de Wagner Moura não é dos melhores mas isso nem de longe chega a ser um problema. Outro ponto forte é o desenrolar da história. Enquanto as cenas de ação e perseguição policiais são muito boas, o que faz a série brilhar é o drama político, as intrigas entre as famílias criminosas e os agentes da DEA tentando arrumar uma maneira de colocar na cadeia alguém que fatura U$D 22 bilhões por ano. A trilha sonora também é bastante boa, desde a música da entrada até as tocadas durante os momentos calmos ajudam tanto na imersão da audiência quanto na definição de clima imposta pela série.

Narcos se torna difícil de acompanhar caso você não assista prestando atenção. Se você é do tipo que fica olhando para o celular enquanto o diálogo acontece na tela provavelmente vai se perder algumas vezes dentro da história. Pessoalmente, eu gosto quando o show me força a prestar atenção porque, assim, a imersão é muito maior e a experiência de assistir a série se torna mais agradável. Tirando isso e o fato de que Javier Peña (Pedro Pascal) merecia mais tempo de tela, Narcos é uma excelente escolha de nova série. A primeira temporada possui 10 episódios os quais te prendem do início ao fim.

Notas:
IMDb: 9,0
Metacritic: 77 por críticos. 90 por usuários.
Rotten Tomatoes: 77% de aprovação por críticos. 95% pela audiência.

4- Daredevil

Daredevil

De pior filme de super-herói já feito para melhor série de super-herói já feita, o que a parceria Marvel + Neflix fez com Daredevil é sem precedentes. Deixando a desgraça do Ben Affleck de lado, a série conta a história de Matt Murdock, um advogado durante o dia e combatente do crime durante à noite. Recém formado, Murdock ficou cego em um acidente durante a sua infância e por causa disso possui os sentidos super aguçados, embora ainda seja apenas um humano. O show começa com Murdock (interpretado pelo excelente Charlie Cox) abrindo uma firma de advocacia de baixo orçamento em Hell’s Kitchen com seu melhor amigo da faculdade Foggy Nelson (Elden Henson) e uma garota chamada Karen Page (Debora Ann Woll). Após os acontecimentos do primeiro filme dos Vingadores, grande parte de Nova York (incluindo Hell’s Kitchen) precisa ser reconstruída, o que serve de oportunidade de lucro para mafiosos, entra o vilão Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio), conhecido também como The Kingpin. Murdock luta por um bairro melhor para se viver enquanto Fisk utiliza de violência e intimidação para lucrar em cima de uma vizinhança decadente.

Fugindo com classe do estereótipo de super-herói, a primeira temporada de Daredevil é o mais próximo que eu já vi qualquer coisa chegar da trilogia The Dark Knight, de Christopher Nolan. A série conta um drama criminal realista com excelentes atuações e cenas de luta impecáveis em uma ambientação escura e sombria. O fato desse mundo ser realista ajuda na criação dos personagens e no desenvolvimento da trama, que se torna muito mais profunda.

Eu já conhecia ator Charlie Cox pelo seu papel em Boardwalk Empire e em Daredevil ele faz um ótimo trabalho como Matt Murdock. Quem rouba a cena, porém, é Vincent D’Onofrio como Wilson Fisk, interpretando o segundo melhor vilão que vi em muito tempo (o primeiro sendo o já mencionado Kilgrave de Jessica Jones), chegando a ter um episódio inteiro dedicado a explorar o seu passado, o que nos ajuda a entender  o seu processo de pensamento. Fisk é o tipo de vilão que eu adoro. Ele é frio e calculista, porém emocionalmente descontrolado. Ele aparenta sempre ter a situação sob controle até que ele mesmo surte a mate alguém com suas próprias mãos. Isso me deixava muito ansioso nas cenas em que ele aparecia porque você nunca consegue adivinhar o que ele vai fazer em seguida. Os personagens secundários são divertidos, principalmente Foggy, e ajudam a aliviar um pouco da carga emocional da história, deixando a série ainda mais agradável.

Sendo excessivamente crítico: Uma coisa que me incomodou, embora de jeito nenhum deixe a série ruim, foram os diálogos bestas enquanto os personagens tentam demonstrar algum tipo de afeto entre si. Geralmente bregas, eles parecem ser tirados diretamente de um filme antigo da Drew Barrymore, o que te passa uma leve sensação de vergonha alheia. Talvez isso seja proposital para lembrar o espectador de que tudo isso se passa em um universo de quadrinhos e que não deva ser levado assim tão a sério, mas não acredito que esse seja o caso. De toda forma, Daredevil é uma série que tenta inovar e, puta que pariu, como consegue! Ela é pesada, profunda, sangrenta e, acima de tudo, realista. Merece o quarto lugar neste top e eu recomendo fortemente que vocês assistam.

Notas:
IMDb: 8,9
Metacritic: 75 por críticos. 89 por usuários.
Rotten Tomatoes: 98% de aceitação por críticos. 92% pela audiência.

3- Mr. Robot

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Eu não costumo gostar de programas ou filmes sobre hackers porque toda vez que estão ~~hackeando~~ você pode traduzir o que eles dizem enquanto teclam letras aleatórias no teclado de um notebook Acer para: “Baboseira tecnológica, baboseira tecnológica, baboseira tecnológica, baboseira tecnológica e pronto, teje hackeado!” Mas o que acontece quando você pega a cinematografia e a edição de Breaking Bad, os ideais de Fight Club, a psicopatia de American Psycho e mistura tudo isso com a brilhante performance de um ator com os olhos de Steve Buscemi? Você tem Mr. Robot! A série mistura drama, suspense e terror psicológico ao mostrar o mundo pelos olhos de nosso personagem principal, Elliot (Rami Malek). Elliot, como ele próprio se define, é um jovem “engenheiro de segurança, o empregado número ER28-0652 da companhia Allsafe CyberSecurity durante o dia e um vigilante hacker durante a noite”. Dotado de um senso de justiça próprio, ele também sofre de ansiedade, depressão e insônia, além de ser viciado em morfina. Elliot é convocado para se juntar um grupo hacker misterioso chamado FSociety (sutil, não?), liderado por Mr. Robot (Christian Slater), que planeja destruir a América corporativa dos dias de hoje.

Renovado para a segunda temporada antes mesmo do 1º episódio ir ao ar, Mr. Robot é, com alguma folga, a estréia mais estilosa de todas. A cinematografia e edição são dignas de Breaking Bad, porém são únicas em estilo e isso é culpa do excepcional diretor de fotografia Todd Campbell. Uma maneira clara de ver isso são nas cenas de conversação onde Todd faz uma inversão na técnica convencional de filmagem, algo que ele chama de “shortsighting”. Nesta técnica, quando um diálogo ocorre o rosto do ator fica o mais próximo do canto do quadro o possível, deixando uma grande quantidade de espaço atrás de suas cabeças, ecoando seu isolamento. Então mesmo quando dois atores estão conversando um de frente para o outro, eles parecem sozinhos. Essa técnica é enervante e acentua o quão distorcido é o mundo dentro da cabeça de Elliot, e o objetivo de transmitir solidão é alcançado com maestria.

A atuação de Rami Malek como o perturbado Elliot é brilhante e eu diria até mesmo digna de Emmy (Enquanto eu escrevia este post, Malek foi indicado ao Globo de Ouro). Malek consegue transmitir sentimentos complexos com somente um olhar, seu personagem captura a depressão por uso de drogas com um chocante realismo e ele passa a sensação de paranoia e frustração a ponto de deixar o espectador agoniado enquanto assiste. A trilha sonora é outro ponto forte dentro da série com o criador Sam Esmail escolhendo a dedo as músicas presentes em cada episódio. O “hacking” presente em Mr. Robot é algo como nunca vi antes, em nenhum momento aparenta ser inventado ou mal escrito. Em entrevista para o blog Quora, o engenheiro de segurança Andy Manoske afirma que está “impressionado a quantidade de trabalho investida para deixar a série o mais realista possível”. Isso vindo de um profissional atuante na área.

É muito difícil encontrar problemas dentro de uma série criada com tanto cuidado onde tudo aparenta estar no lugar certo e cada cena parece acrescentar para a história. As tramas secundárias se tornam desinteressantes mas isso somente acontece porque a trama principal é tão boa. A mesma coisa acontece com os personagens secundários que, por vezes, não aparentam ser aprofundados, mas, de novo, isso somente acontece porque o principal é tão complexo. Mr. Robot é primeiro um drama psicológico, para depois se tornar um programa sobre hackers, a série possui personalidade própria e um fantástico showrunner. Eu não consigo expressar em palavras o quão ansioso eu estou para que a segunda temporada chegue logo.

Notas:
IMDb: 8,9
Metacritic: 79 por críticos. 87 por usuários.
Rotten Tomatoes: 98% de aceitação por críticos. 94% pela audiência.

2- Master of None

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Master of None é, para mim, a segunda maior surpresa do ano (ficando atrás de Ash vs Evil Dead). A melhor estréia de série de comédia chegou na Netflix no início de Novembro e eu precisei de apenas dois dias para assistir seus 10 episódios. Eu NUNCA faço isso. Geralmente vou intercalando séries e assistindo os episódios aos poucos para ter tempo de pensar sobre eles e analisá-los, o que foi impossível de fazer com essa série por ela ser tão única. Master of None conta a vida pessoal e profissional de Dev (interpretado pelo comediante Aziz Ansari), um ator de 30 anos que não sabe muito bem o quer. Dev mora em Nova York e leva uma vida normal junto de seus amigos Arnold (Eric Wareheim), Brian (Kelvin Yu) e Denise (Lena Waithe). E a premissa é basicamente isso. Soa simples? Provavelmente porque é simples. Mas se existe uma coisa que a história da televisão nos diz é que não é necessário uma premissa complexa para se ter uma série de comédia de sucesso.

Combinando o olhar analítico das coisas simples da vida de Seinfeld com a alma e o olhar sofisticado da vida moderna de Louie, Master of None se transforma em algo único, abordando tanto temas mais sérios como racismo e sexismo, como temas simples como “onde eu vou comer um taco hoje?” com a mesma sutileza e inteligência. A cultura pop influencia a série o tempo todo. Com diálogos atualizados e pautados por referências a séries, filmes, músicas e marcas, tudo neste mundo é palpável. Os personagens secundários são excelentes. O interesse romântico de Dev, Rachel (Noël Wells) é atraente, inteligente e, acima de tudo, divertida. Atraindo bons diálogos, sempre que a atriz sai de cena você só consegue desejar que ela volte. Sua química com Aziz Ansari é muito boa, o que deixa o casal simpático e agradável de se assistir. Aziz demonstra um grande potencial de atuação na série, dando profundidade e alma ao seu personagem que sente e luta contra a maturidade que se aproxima.

fotografia assinada por Mark Schwartzbard é linda e ajuda dar este estilo único à série, que é filmada por apenas uma câmera, relembrando o brilho de séries já conceituadas como Scrubs, Arrested Development, The Office e Modern Family. Outro ponto que não pode passar despercebido é a excelente trilha sonora que se faz presente em todos os episódios, chegando a pautar alguns destes. O episódio Nashville, por exemplo, é recheado do bom e velho CountryArtistas como Toto, Johnny Cash, Aphex Twin e The Cure se espalham por toda a série e ajudam a definir o clima com muito bom gosto. Não consigo pensar em um único problema de Master of None, que se coloca como 6ª melhor temporada de série de 2015 (onde concorrem todas as séries e não somente as estreias) pelo site Metacritc. Ela me prendeu como poucas outras conseguiram antes com (de novo) seu estilo único, seus personagens carismáticos, sua inteligência e sua sutileza ao tratar de assuntos tão cotidianos e tão importantes.

Notas:
IMDb: 8,5
Metacritc: 91 por críticos. 77 por usuários.
Rotten Tomatoes: 100% de aprovação por críticos. 92% pela audiência.

1- Better Call Saul

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Eu admito… Eu sou uma Breaking Bad Bitch. Assisti a série inteira quatro vezes e assistiria mais quatro se o tempo me permitisse. É a minha série favorita junto com The Sopranos e eu amo tudo o que diz respeito a ela. Mas não são apenas os atores de Breaking Bad que retornam em Better Call Saul e sim todo o time de veteranos por trás das câmeras; os responsáveis pelos incríveis detalhes, pela cinematografia de tirar o fôlego e pelos 16 fucking emmys vencidos em 5 temporadas. Ambientada seis anos antes dos acontecimentos de Breaking Bad, Better Call Saul segue a história de Jimmy McGill (Bob Odenkirk) antes dele se tornar Saul Goodman. Jimmy é um advogado de pequenas causas tentando se ajustar financeiramente em sua carreira enquanto procura pela clientela menos afortunada de Albuquerque. Jimmy possui um micro escritório nos fundos de um salão de beleza e é a cara da derrota. No início da série, Jimmy usa suas habilidades de enrolador para o “bem”, trabalhando arduamente dia após dia em casos ruins e ganhando apenas o suficiente para se manter.

Recheada de easter eggs, a série nos leva de volta ao fantástico e conhecido mundo de Breaking Bad, aliviando aquela saudade desesperadora que a última temporada deixou. A atuação dos atores já conhecidos (Bob Odenkirk como Jimmy e Jonathan Banks como Mike Ehrmantraut) continua excelente e nós somos introduzidos a uma bela surpresa: o ator Michael McKean como o irmão mais velho de Jimmy, Charles McGill ou apenas Chuck. Chuck é um advogado de sucesso (sócio de uma grande firma de advocacia) que passa por seu segundo ano sabático forçado devido a sua doença “Hipersensibilidade Eletromagnética”. O ator faz um papel sensacional transmitindo para o telespectador todo o drama e o pesar psicológico de ter uma doença do gênero e, em alguns episódios, acaba por roubar a cena de outros excelentes atores. A backstory de Mike também me surpreendeu, contada através de flashbacks, ela torna um personagem já adorado em alguém muito mais sombrio.

Mas o que faz Better Call Saul merecer o primeiro lugar neste Top 9??

O fato de que a primeira temporada não parece ser uma primeira temporada! Geralmente a primeira temporada é utilizada para apresentar ao espectador ao mundo que estamos conhecendo. Como funciona esse mundo, o que se serve como regra e quem são os personagens que estamos vendo na tela. Se você assistiu How To Get Away With Murder, você entende o que estou dizendo pois, em sua 1ª temporada, a série “perde” bastante tempo explicando como funciona o sistema de justiça a fim de justificar as decisões dos personagens principais. Isso não é algo ruim, mas toma um certo tempo que poderia ser utilizado em outros assuntos, como aprofundar a trama ou explorar mais a relação entre os protagonistas. Mesmo com a apresentação de novos personagens e a exploração do passado dos que já conhecemos (como Mike e Jimmy), em vários aspectos a temporada de estreia de Better Call Saul aparenta já ser sua terceira ou quarta, com seus arcos de narração bem definidos e seus personagens principais já fortes. Isso acontece porque a equipe por trás das câmeras já está em sintonia, eles já sabem o que fazer com a história, aonde querem levá-la e como fazer para chegar lá. Isso tudo com a mesma perfeição e dedicação vista anteriormente em Breankig Bad.

Notas:
IMDb: 8,9
Metacritic: 78 por críticos. 85 por usuários.
Rotten Tomatoes: 100% de aceitação por críticos. 92% pela audiência.

Então é isso, pessoal! Este foi o meu Top 9 de melhores estreias.

E pra você? Qual foi a melhor estreia de 2015? Você concorda comigo quanto a Better Call Saul ser a melhor? Acha que alguma das séries está em uma posição boa demais ou ruim demais? Acha que eu não passo de um macaco com acesso a internet??? Deixe um comentário e ganhe um bolinho!

PS: Não tem bolinho!!

Leia mais sobre a Primeira ou a Segunda temporada de How To Get Away With Murder.

Conhece a Minha Stalker Priscila? Não?? Clique aqui e conheça!

Quer saber o que eu achei sobre o final de Birdman, o ganhador do Oscar de Melhor Filme de 2014? Então clica aqui, caralho!

How To Get Away With Murder – 2ª Temporada – Diário de Série

Bem meusa migos começamos mais uma temporada de  How To Get Away With Murder e farei neste blog lindo, limpinho e cheiroso o mesmo que fiz durante a 1ª Temporada. Manterei um “diário” com teorias para os acontecimentos com o passar dos episódios.

Não preciso nem dizer que este post está recheado de Spoilers da 1ª e 2ª temporada.

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episódio 1 – “it’s time to move on”

E I T A. Frank matou Lila e agora ficamos sabendo que Bonnie matou Rebbeca. Annalise tem um dedo podre na hora de contratar funcionários não é mesmo?! Por enquanto não temos um mistério para a temporada inteira como aconteceu na primeira. Na última cena vemos uma arma ser disparada, Wes fugindo do local do crime e Annalise caída no chão, banhada em seu próprio sangue.

Enquanto passam estas imagens, Annalise fala ao fundo que: quando alguém é assassinado geralmente é por um conhecido. Um amigo, um familiar ou um amante. Na palavra “amante” é quando mostra o corpo de Annalise dando a entender que seu amante atirou nela. Seria Wes (visto fugindo do local) o seu amante? Nate, que voltou para se vingar? Ou Eve, sua antiga namorada com a qual ela dorme nesse episódio?

Excelente início de temporada, mal posso esperar pelo resto.

*Atualização* – 09/11

episódio 2 – “she’s dying”

Não aguento mais: Asher. Puta merda, que personagem insuportável. Parece um Stifler encontra Kevin Lomax. Outro personagem que até agora é bastante sem graça é o Frank. Ele é o bonitão, o pegador, o hitman, aquele que quebra a lei. E só… Até o Oliver é mais interessante e ele é só um hacker. Não existe mais nada por trás do personagem Frank até agora, espero que com o decorrer dessa temporada ele fique mais interessante e deixe de ser o bonitão estereotipado.

Uma coisa que gostei nessa temporada foi o abandono do estilo “um caso por episódio”. Agora existe uma densidade muito maior por trás caso dos irmãos adotados. Pessoalmente acho melhor e muito mais envolvente.

Sobre o episódio: Tá muito na cara que os irmãos adotivos estão sendo incriminados. Começo a suspeitar de que eles realmente mataram os pais.

Não tenho mais o que falar do episódio em si apenas que: pra um grupo de amigos que não quer mais se meter em assassinatos eles estão se metendo em mtos assassinatos.

*Atualização* – 10/11

episódio 3 – “It’s called the octopus”

Finalmente um pequeno background para Frank!! Mesmo que sejam algumas frases soltas no meio da série já é algum tipo de identidade pro personagem, o que me deixa bastante feliz.

No caso dos irmãos adotivos assassinos descobrimos que eles também são amantes. Ok… Se eles são irmãos adotivos então qual o problema? Acho que a teoria de todo mundo, nesse caso, é que alguém incriminou eles pra ficar com a herança. Parece óbvio demais pra essa série, prevejo muitas reviravoltas.

Asher aparentemente se meteu em encrenca com alguma garota no passado e, por mais que eu odeie admitir, ele tá ficando cada vez mais interessante como personagem (mas continua insuportável quando o assunto é sexo).

Finalmente Wes encontra o irmão de Rebbeca que já aparece jogando um caminhão de tijolos na nossa cabeça e contando uma pequena parte da infância deles na qual tinham um pai extremamente abusivo.

Quanto a Michaela nunca ter tido um orgasmo achei um pouco clichê. Já vi em pelo menos outras 3 séries personagens femininas com o mesmo problema  e ele sempre é resolvido da mesma maneira: no final do episódio ela tem um orgasmo. Só isso. E aparentemente foi exatamente o que aconteceu aqui tbm. Boring…

Eu to m a l u c o pra ver o episódio da noite em que Annalise toma um tiro. Eu não consigo criar nenhum cenário que faça sentido na minha cabeça e isso tá me deixando curioso pra caralho! Puta merda, que série!!

*Atualização – 14/11*

Episódio 4 – “Skanks Get Shanked”

Puta que pariu esse episódio!!!

O caso da semana com a menina psicopata começou como algo totalmente previsível e boring e se transformou em um dos melhores de toda a série até aqui. Annalise coloca toda a moral e os bons costumes que você aprendeu assistindo Hamtaro à prova defendendo uma colegial que ela sabe ser culpada de esfaquear a melhor amiga 57 fucking vezes. Se alguém possuía dúvidas quanto a personalidade totalmente fria e calculista de Annalise, neste episódio esta dúvida caiu por terra. Ela não se importa com nada além de ganhar o caso, mesmo que isso signifique colocar uma psicopata com intenção de matar novamente nas ruas (o que afirma ela finalmente em uma anti-herói).

Connor parece ser a pessoa mais normal daquele escritório. Ele é o único que questiona a decisão de Annalise de continuar defendendo a colegial mesmo depois de ver um vídeo dela confessando o assassinato e rindo da cara da vítima. Todos os outros funcionários parecem estar presos nos seus próprios first world problems para parar um minuto e pensar se o que eles estão fazendo ali é certo e é nesse ponto que quero tocar.

O roteiro desta série é fantástico, colocando sempre quem assiste dentro dessa situação de conflito moral. O que é certo fazer? Ganhar o caso a todo custo ou criar um código de conduta e seguir certas morais?  Pessoalmente, eu jamais conseguiria defender um cliente sabendo que ele é culpado de homicídio.

Outros dois pontos positivos da série que ficam GRITANTES nesse episódio é o trabalho de direção (Stephen Williams) e de edição. Estes dois são fantásticos. Os cortes rápidos, ângulos diferenciados e as transições entre cenas deixam quem gosta desse tipo de coisa com lágrimas nos olhos de tão lindo. :’)

Enfim. Excelente episódio. Para mim o melhor da série até agora.

*Atualização – 17/11*

Episódio 5 – “Meet Bonnie”

Lembra quando eu disse que Skanks Get Shanked era o melhor episódio da série até o momento? Bom acho que dá pra atualizar isso.

Meet Bonnie é o melhor episódio da série até o momento. Ele começa parecendo um episódio mais lento e de resolução de conflitos, mas se transforma em algo denso e profundo. Esse é o episódio que conecta todas as informações reveladas até agora para que elas não pareçam muito dispersas mais pra frente. Os assassinatos de Sam e Rebbeca e todas as decisões importantes voltam a tona aqui e uma teia de informações começa a tomar forma.

Cheio de confrontamentos, “Meet Bonnie” marca o Breaking Point dos estudantes com Annalise, Frank e Bonnie. Eles não aguentam mais mentiras, enrolações e meias verdades o que leva cada um a encarar (de maneiras diferentes) a séria possibilidade de serem presos. O fato de cada um ter uma reação diferente é importantíssimo para o desenvolvimento dos personagens e apenas prova, mais uma vez, a que os roteiristas da série (neste episódio Peter Nowalk e Sarah Thompson) são de grandiosa qualidade.

Em uma reviravolta sem precedentes, o imbecil Asher passa agora a ser um dos personagens mais importantes da série. As suas próximas decisões são o que vão ditar o rumo de quase todos os personagens e eu devo dizer, o ator Matt McGorry passa essa tensão e angústia muito bem.

E o que dizer do casal Connor Olliver? Fazia muito³ tempo que eu não via um casal tão interessante e tão bem construído como esses dois. Acredito que eles ficarem sempre como background da história e aparecerem pouco durante os episódios dá um toque ainda mais curioso aos dois. Bastante curioso com o que vai acontecer com eles.

*Atualização – 20/11*

Episódio 6 – “Two Birds, One Millstone”

Vou deixar super simples pois pouco tempo. Novo suspeito tão bom em hackear quanto o Oliver na área. Asher é mais idiota do que eu pensava. Um pouco mais sobre a ‘personalidade’ de Frank embora ainda não seja o suficiente. Michaella só sai com malucos. Wes tá começando a perder o resto de noção que ele tinha.

Não muito nesse episódio, espero que o próximo seja melhor!

*Atualização 21/11*

Episódio 7 – “I Want You To Die”

Porra, esse episódio foi intenso!! Atuação sensacional de Viola Davis (Annalise) e Lize Weil (Bonnie). O confronto entre as duas personagens no qual Bonnie diz para Annalise que quer que ela morra é sensacional e há muito previsto. O que eu não entendo é: Se Bonnie odeia tanto Annalise, por que ela simplesmente não se demite e vai viver em outro lugar? Deve ter alguma história por trás.

Falando em história, o que diabos Wes representa pra Annalise? “Ele não é  um estudante”… Ele é filho dela?? Ela teve algo a ver com a morte da mãe dele? Certamente alguma coisa muito bizarra.

Ah, e o Oliver? Podemos declará-lo morto depois dele ficar sozinho em casa com o serial killer? Eu acho que sim, o que é uma pena. Oliver sempre deu um toque interessante a série mesmo que, no fundo, ele fosse só um nerd. Se a morte se concretizar vai ser uma pena ver o melhor casal da série se dissolver, mas confesso que quero muito ver como Connor vai reagir ao acontecimento.

Mais uma vez nesse episódio a direção e a edição aparecem pra roubar a cena. Excelentes transições e ângulos utilizados.

*Atualização 24/11*

Episode 8 – “Hi, I’m Phillip”

Ah, vai si fudê, série! Que papinho esse do Phillip chegar de mansinho na casa do Oliver tal qual Jason faria em uma sexta-feira 13 e aí ele só quer tomar uns drinks com ele no restaurante??? LAAAAAAAAAME!

Lame

O cara saiu de casa, deixou porta da geladeira aberta, leite no chão, celular no balcão e a porta da casa aberta pra aparecer depois na casa da Annalise dizendo que tá tudo ok, tá tudo certo… Ah, e conheçam o meu novo amiguinho o nome dele é Phillip. Ah, para né!! Criaram toda aquela tensão só pelo cliffhanger??? Pff.

Dissapointed
Very disappointed…

O resto do episódio basicamente gira em torno da dúvida “Será que os irmão adotivos irão aceitar o acordo proposto pela Sinclair?” com Frank comprovando que, por trás da barba dos suspensórios, existe alguém com o psicológico de uma criança de 10 anos. Sério. No momento em que Annalise duvida da capacidade dele de resolver um problema, ele perde as estribeiras™ e gasta 50 FUCKING MIL DÓLARES para subornar a mulher responsável pelas análises de DNA. Frank… Meu querido…  Não é por nada não mas… Eu acho que 5 mil dólares resolveriam o assunto. Talvez  até 500 dólares!! O cara só imaginou uma quantia gigantesca e tacou o foda-se. Imbecil…

Então voltam os exames comprovando que Phillip estava sim na cena do crime e não só isso, ele é filho do incesto entre a tia racista e o pai dos adotivos, o que dá a ele motivo para o assassinato. Uma arma também foi encontrada na mansão, que possivelmente tem ligação com Annalise sendo baleada.

O episódio termina com todo mundo transando enquanto Wes estuda sozinho no quarto (muito eu) e acaba descobrindo uma ligação entre Phillip e Catherine, que possuem algum tipo de relacionamento em mais um dos plot twists da série e é isso aí.

Confesso que achei o episódio meio fraco, com poucos acontecimentos, decisões importantes contestáveis e facilmente esquecível. Espero que o próximo e último episódio antes do hiato de inverno seja bastante melhor. Até o próximo episódio amiguinhos!

*Atualização 25/11*

Episode 9 – Mid-Season Finale – “What did we do?”

Agora sim (now yes)!!! Este foi um Mid-Season Finale digno de uma série deste tamanho.

Então, assim que Catherine descobre que descobriram a arma na mansão ela foge (guilty much?), deixando Caleb agora como único cliente de Annalise, que aposta todas suas fichas em uma conspiração entre Phillip e Catherine no assassinato dos pais..

Por outro lado, o pai de Asher comete suicídio depois de receber um aviso de que toda a sua carreira como juiz seria investigada (devido ao vazamento de informações feito por Annalise), o que faz com que Asher surte e atropele a chatona Sinclair que morre ali mesmo (confesso que esperei ansiosamente o momento da morte dela pois puta merda que mulherzinha chata) e aí é Bonnie para o resgate.

Pausa para o “momento babacas” do episódio. Os 4 estudantes ficam sabendo do que aconteceu com o pai do Asher e resolvem ligar para o ‘amigo’ dizendo que sentem muito pela sua perda e……………… ninguém tem o número do cara. Caralho, mano! Eles trabalham juntos há mais de um ano e NINGUÉM tem o número do cara? BABACAS! BABACÕES!! SEUS BABACAS!!! Tudo bem que ele parece ser o cara que manda imagens engraçaralhas no grupo do whats mas qq custa pedir o celular dele em caso de emergências??  Bateu até uma peninha do Asher, pobre coitado…

jerkJerks

Bonnie e Asher levam o corpo da Sinclair pra mansão onde todos estão para executar o plano de Annalise de forjar a morte dela e colocar a culpa em Catherine é aí que a porra fica séria. Obviamente que nenhum dos estudantes concorda com o plano absurdo da mulher maluca que não possui limites morais. Connor é o primeiro a recusar participação no plano (reforçando minha teoria de que ele é o mais sensato dos 5) e, então, Annalise se vê forçada a manipular ainda mais seus alunos e revelar para Asher que foram eles que mataram Sam, e não Bonnie, obrigando todo mundo a seguir com seu plano doentio.

bitch
Evil Bitch…….

Então Frank, mais uma vez, faz seu papel de hitman, barbudo, bonitão, go get them boy e traz Catherine de volta para a mansão. Temendo que seu plano de culpar a asiática doida não vai funcionar, Annalise tem seu ápice de insanidade e pede para que um dos seus estudantes atire nela para deixar a cena do crime mais realista.

Nesse ponto eu já tenho certeza de uma coisa: Eu odeio essa mulher. Ah, e como eu queria poder dar esse tiro nela… Eu odeio as manipulações. Eu odeio a tortura psicológica pela qual ela faz seus estudantes passarem. Eu odeio a falta de senso de moral e a mente retorcida dela… Mas puta que pariu, que personagem foda!

Os roteiristas fizeram ela sentir desespero ao bolar um plano complexo de última hora, obrigando todos a seguir ele a risca mesmo que isso signifique colocar a própria vida em risco e AINDA ASSIM conseguiram fazer esta decisão parecer normal e incontestável. Em nenhum momento eu pensei: “ah, ela nunca faria uma coisa dessas”. E isso é dizer MUITO se você parar pra pensar na loucura que é esse plano. Eu preciso dizer: A construção da personagem é excepcional. Fica aqui os meus parabéns para a equipe de roteiristas desta série. E Viola Davis, não há palavras para descrever sua atuação, portanto aqui está uma salva de palmas de alguém tão sádico quanto Annalise Keating.

joker clapClap. Fucking. Clap.

O clímax do episódio chega com ela tentando convencer cada um dos estudantes (que se recusam) a atirar nela ameaçando-os. E ela é tão convincente que faz com que Connor, o mais sensato, pegue a arma e realmente considere atirar nela. Depois de muita discussão, ela admite para Wes que Rebecca está morta. Que ela sempre esteve, que eles esconderam seu corpo e que ela mentiu para ele de novo e de novo então BANG. Wes atira. (Aaaaah, sua espertalhona!! Usando o velho truque do ‘eu matei sua namorada’, né?)

No final do episódio vemos o que? Isso mesmo… MAIS UM PLOT TWIST! (Estou seriamente considerando fazer um contador de plot twists da série)Desta vez mostrando que Annalise tem algo a ver com a morte da mãe do Wes e que, na verdade, o nome dele é Christoph.

A minha pequena teoria é que a mãe de Wes não se matou como ele crê, e sim que ela foi assassinada por um cliente de Annalise que, tentando ganhar o caso, manipulou a cena do crime para que parecesse um suicídio.

Minhas considerações sobre o Mid-Season Finale: Excelente! Ele nos dá muitas informações, bastante conflitos interessantes e ainda e consegue deixar muitas perguntas sem repostas no ar, nos preparando para a segunda parte da temporada. Eu adoro esse tom azulado que a série dá para o Dia D, onde tudo dá errado, penso que dá um tom sinistro a ambientação e deixa a cinematografia fantástica.

Apenas uma coisa que me preocupa quando olho para a série pensando a longo prazo. A quantidade de plot twists presentes é muito grande e embora no começo sejam sensacionais para o público, depois de duas temporadas eles começam a ser fáceis de prever. Isso faz com que a série perca o apelo. Aconteceu com The Following, estrelada por Kevin Bacon. As duas primeiras temporadas foram boas e estas reviravoltas mantinham a audiência interessada. Só que pela terceira temporada já havia virado uma “receita”. Alguém morria, o FBI entrava em ação, algo dava errado, acontecia um plot twist e o episódio terminava com um cliffhanger. Não preciso nem dizer que The Following foi cancelada ainda na terceira temporada por falta de audiência. Espero que os roteiristas tenham boas ideias de como manter a série interessante e sem cair na mesmice.

Questões que ficaram no ar:

  • Por que não prenderam o Phillip mesmo com o DNA dele na cena do crime?
  • Será que Asher vai conseguir conviver com o fato de ter matado Sinclair depois de ter pensado várias vezes em prestar depoimento por muito menos?
  • Será que Frank vai chegar na mansão com Catherine antes da ambulância?
  • Como diabos os cinco estudantes vão voltar a trabalhar para Annalise depois dos acontecimentos da mansão?
  • O que Annalise tem a ver com a morte da mãe de Wes?
  • E que tipo de nome feio da porra é Christoph?

Nos vemos na 2ª parte da temporada, que retorna dia 11 de fevereiro!

Bom a temporada voltou e ficou um episódio pior que o outro e foi por isso que não terminei esse post. Meus pensamentos sobre a segunda metade dessa temporada?

Uma bosta.

Nem comecei a assistir a terceira.

Se você quer me xingar, escreva abaixo e ganhe um pudim!

PS: Não tem pudim.

Caçadores de Obras-Primas

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I hate you, movie.

Como um filme com uma premissa tão boa quanto “um esquadrão para encontrar e proteger a arte que os nazistas roubaram dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial” consegue ser tão chato?

Boring Fight Club

Eu reassistindo este que mais parece o novo hit do Latino.

Como um filme com John Goodman, Matt Damon, George Clooney, Jean Dujardin, Kate Blanchett, Bob Balaban e BILL FUCKING MURRAY consegue entregar tão pouco desenvolvimento de personagem e carisma?

Jurei para mim mesmo nunca mais assistir este péssimo filme. MAS como me pediram para fazer uma review (o que me deixou animadíssimo) cá estou.

Ok. Eu tentei escrever esta review algumas vezes e, na maioria delas, só saíram xingamentos sem sentido, portanto deixarei ela simples e curta.

 Blergh, vamos acabar logo com isso…

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Eu depois de sair do cinema.

Certo, vamos direto ao ponto! Qual o motivo deste filme ser ruim? Ele é simplesmente bobo. Além fora de tom o tempo inteiro, o longa é incapaz de decidir se é um filme sério sobre a Segunda Guerra Mundial e focar no drama da história ou se é apenas uma comédia e focar nas piadas bobas. Piadas que, por sinal, não tem graça nenhuma.

George Clooney (que atuou, dirigiu e co-escreveu este que é o fígado acebolado dos filmes) apressa demais no início do longa e na apresentação do seu esquadrão de “especialistas”. Estes personagens parecem apenas cair do céu na história sem nenhuma introdução maior do que nome, especialidade e local onde trabalha. Por esse motivo não existe relação nenhuma entre espectador e personagens. Além de sequer lembrar o nome dos personagens (duvido lembrarem o nome de QUALQUER um deste filme que não seja o Stokes) você não se importa o que acontece com eles.

Me dê alguma coisa, filme!! Alguma informação que fará com que eu me importe!! Qualquer coisa!! Diga que o personagem do Bill Murray gosta de pipocinha e guaraná só para eu sentir que conheço ele um pouquinho melhor. Conta que o Stokes tinha um aluno prodígio que se perdeu nas drogas e agora ele sente que poderia ter ajudado o jovem a tomar outro rumo na vida. Conta daquela vez que o personagem do Matt Damon chegou em casa e viu pela janela o vizinho do lado traindo a mulher com um palhaço travesti enquanto tocava What Will Santa Claus Say? na vitrola.

QUALQUER COISA!!!

Bom, isso não seria um problema grave caso o filme focasse em ser uma comédia leve para toda a família. Mas como ele tenta se levar a sério, as duas cenas de mortes de personagens principais geram um total de 0 empatia. A audiência não conhece quem está morrendo na frente dela, logo ela não se importa. Você não sabe quem ele era ou pq a sua morte é importante para a história. Isso nunca é mostrado no filme. Eles enfiam duas ou três falas rápidas que servem como exposição e só. Isso transforma a música de fundo triste e o clima depressivo da cena das mortes em uma tentativa patética de forçar um sentimento de empatia inexistente por um personagem mal construído.

Em uma cena, Matt Damon pisa em uma mina terrestre e a grande questão na hora se torna “será que ele vai conseguir escapar vivo?” (pois ele pisou na mina, porém ela apenas explodiria caso ele levantasse o pé). Então estes homens intelectuais precisam pensar em uma saída, bolar uma maneira de fazer seu companheiro escapar vivo de uma situação horrível. Contudo, o que acontece é que eles imediatamente começam a lançar piadinhas dignas de filmes policiais ruins dos anos 80. A primeira reação deste esquadrão que contém grandes engenheiros e estudiosos é fazer piadas idiotas para depois pensar em uma saída. Esse é o tipo de estupidez que deixa o filme ainda pior e totalmente fora de tom.

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Como eu me sentiria sendo o Matt Damon nesta cena.

Mas o que mais me irritou, além de toda a falta de personalidade, além de toda a estupidez que cerca a obra… Foi a inexistência de um clímax. Não tem clímax! O clímax não existe. Ele não está lá. Cara, Cadê Meu Clímax? Apertem Os Cintos, o Clímax Sumiu! Um Clímax Para Recordar. Espera… Esqueçam o último! Ok… Certo. Mas o que é um clímax? Primeiramente, vamos deixar isso bem claro:

Definição da Wikipédia: “O clímax é o ponto alto da tensão da narrativa, imediatamente antes do desfecho. É o momento mais perigoso do herói, a crise mais iminente do protagonista, o mais delicado ponto do conflito, onde não se sabe para que lado a história penderá.”

Isso tudo não existe neste filme. No final, eles encontram a mina que os nazistas usaram para esconder as pinturas e esculturas que os heróis tanto procuravam. Só que era preciso retirar os artefatos de dentro da mina antes da chegada dos russos já que a guerra terminara e um acordo de divisão de territórios fora assinado. Então, o que eles “”””t e n t a m”””” fazer se passar por clímax é o fato de os americanos terem que tirar algumas coisas de dentro da mina antes dos russos chegarem e reclamarem o território. E são só algumas mesmo. Tipo as 5 ou 6 obras mais importantes. Foda-se o resto! Só que não é como se eles corressem algum tipo de perigo. Os heróis já não corriam riscos e o filme mesmo assim tenta passar um sentimento de urgência quando, na verdade, essa urgência não existe! Os russos não iriam destruir a arte contida dentro da mina. A arte ia ficar bem. Eventualmente, todas elas seriam devolvidas aos museus de seus respectivos países de origem como aconteceu alguns anos depois do final da Segunda Guerra. ENTÃO NÃO EXISTE PERIGO! NÃO EXISTE CRISE! NÃO TEM NENHUM PONTO DELICADO DA TRAMA! NÃO-TEM-CLÍMAX. E a falta de clímax deixa o filme, que já era bastante chato, com uma sensação de ser ainda mais longo e arrastado. É interminável. Eu olhei vezes demais para o relógio dentro do cinema e dormi três vezes reassistindo em casa.

Alice

O clímax deste filme desaparecendo no ar e ainda rindo da minha cara de trouxa!!!

Por Deus do céu eu não consigo expressar em palavras o quão boring é essa desgraça!

Mas o meu ódio por este filme vai além do fato dele ser chato, bobo e cabeça de melão. O meu ódio por ele é pessoal. Vou lhes contar a história por trás do rancor (a review acabou ok agora é só história).

Eu assisti Caçadores de Obras-Primas no cinema com uma menina a qual eu gostava muito na época. Era o nosso ~~primeiro encontro~~ e o tópico “cinema” sempre foi algo de interesse mútuo. Vivíamos conversando sobre o assunto e, então, quando surgiu a oportunidade de assistirmos um filme juntos eu realmente fiquei animado. Combinamos de ir no cinema assistir algo (que agora não me lembro) que ambos queríamos ver, só que o filme que queríamos ver saiu de cartaz um dia antes. Então a moça do cinema, a qual eu jamais perdoarei, disse que Caçadores de Obras-Primas era “Ótimo. Eu mesma assisti esses dias e adorei. Vocês não vão se arrepender.”.

Não preciso nem dizer que ambos (principalmente eu) saímos frustrados de lá. Eu fiquei tanto que a menina com quem saí chegou ao ponto de olhar para mim e dizer: “Vai, Lucas. Desabafa. Eu sei que tu quer falar sobre o filme.”. E foi o que eu fiz. Por alguns minutos ocupei o pobre ouvido dela que, honestamente, não pareceu se importar. O filme estragou o encontro? Não. A minha raiva passou em pouco tempo e o resto do dia foi muito bom. Mas o problema é que poderia ter sido mais do que muito bom. Sempre que lembro daquele dia uma mancha negra cobre a minha mente. É como ter um chão perfeitamente limpo e brilhando na tua frente, exceto por apenas um lugarzinho que tá sujo… E por mais que tu esfregue e se esforce para limpar, ele nunca vai deixar de ser sujo.

JD Scream

Eu saindo do cinema…

Estou fazendo tempestade em copo d’água? Não. Estou exagerando? Provavelmente sim. Mas todos temos aquelas pequenas coisas as quais não conseguimos deixar pra lá. Pode ser besta e talvez até um pouco infantil… Mas faz parte de quem somos! Então pq não abraçá-las e incorporá-las a nossa personalidade?

Eu odeio um filme que, além de bastante ruim, me fez passar raiva num primeiro encontro com alguém que eu gostava muito. E vocês? Odeiam algo mais do que deveriam por algum motivo idiota? Gostaram do filme e acham que estou 100% errado? Gostam de fígado acebolado?? Acham que eu não passo de um macaco com acesso a internet???

Deixem um comentário e doem um pouquinho de sono pra mim porque sério, gente… To terminando este post agora e são 4h57 da madrugada e eu só queria dormir nunca pedi nada pra vocês pfvr……………………….

Minha Stalker Priscila

Sim.

Eu tinha uma stalker.

Sim.

Ela era estranha.

E sim.

Eu encontrei um histórico nosso de MSN.

Quem me segue no twitter já conhece a história da minha stalker Priscila (omiti o sobrenome por motivos óbvios de processinho). Uma menina que é filha da amiga da minha mãe e, por algum motivo, este fato é o suficiente para ambas senhoras acharem que nós nascemos um para o outro.

Priscila não é uma pessoa ruim, mas ela é extremamente ciumenta, possessiva, bipolar, sem senso de humor e foi criada pra pensar que é uma princesa e seu príncipe encantado está por aí, esperando por ela. Em resumo, ela é o que eu gosto de chamar de “Mulher Maluca” e amigos… já dizia o meu tio: Eu só tenho medo de duas coisas nessa vida: barata e mulher maluca!

Enfim, eu estava remexendo em algumas coisas antigas no meu note e encontrei vários históricos de MSN, inclusive o dela… Agora posso finalmente ilustrar o nível da coisa.

PS: Eu jamais fiquei ou dei a entender que queria ficar com ela.

PS2: Todas as conversas são de 2012.

stalker 1

“Não vou querer ninguém tão cedo” – :(

Esse primeiro print é apenas pra ilustrar a mentalidade de Priscila: Ela é gata, só ficou com um cara (o seu ‘es’) e os caras TODOS pediram pra ‘fikar’ com ela e ela não ‘quiz’… hmmmmmmm PODE MUITO ESSA PRISCILA!

Preste atenção nesse segundo print, pois além de planejar os próximos 10 anos da minha vida ela ainda me insulta! Tá prontinha pra ser a minha esposa.

stalker 2

PORRA, PRISCILA COMO ASSIM EU TRABALHANDO QUEM DIRIA?!? AHHAUAHUHAU

Não basta eu ter um “””receio””” foda de compromisso, ela precisa dizer que vai CASAR comigo daqui 10 FUCKING ANOS e que ela vai ser feliz se for do meu lado!!! DO MEU LADO! MINHA FILHA, ASSIM NÃO DÁ NÃO! A GURIA PLANEJOU MINHA VIDA TODA E NEM UNS BJÃO EU DEI NELA AINDA!?!?

AINNNNN LUKS ELA NEM PARECE ASSIM TÃO RUIMMMM

Calma, gente… Tem mais prints…

stalker 3

“VC É DO TIPO

PEGADOR”

HUAAHAHUHAUAHUA CALMA, PRISCILA! CALMA PFVR!! Falando sério… Quem me conhece sabe que eu sou muitas coisas mas pegador não é uma dessas coisas… O que eu mais gostei foi que Priscila passou de ‘estar normal‘ p/ ‘me odeia’ p/ ‘estar de boa’ p/, no fim, volta a me amar E EU CLARAMENTE NÃO SEI LIDAR COM GENTE ASSIM DESCULPA PRISCILA…

Esse último print é só pra ilustrar o quão babaca eu sou, ela tá toda feliz falando comigo aí eu vou lá e XABLAU faço o que eu sempre faço…

stalker 4

AHUAHAUHAHAUHA AFFFFFF LUKAS PRA QUE ‘RIDICULIZAR’ A CONVERSA SEU ANIMAL 

Gente, desculpa! É que eu sou assim, é o meu jeitinho… Eu ridiculizo as conversas sérias… Eu faço piada quando não pode, eu dou risada do que não se deve e eu com certeza vou rir de quem não gosta de ser zoado.

Existem muitas histórias sobre a minha stalker Priscila, essas são apenas algumas partes da conversa que achei engraçado mostrar para vocês… Outra hora eu compartilho mais histórias dela como a vez que ela curtiu (e depois descurtiu) todas as minhas fotos no Facebook e ficou esperando um ‘obrigado’ meu, ou quando ela veio me xingar pois eu simplesmente curti a foto de uma amiga minha ou até a vez em que ela começou a chorar no MSN porque eu disse que tava conversando com mais duas pessoas além dela naquela hora (sério).

Como já dito no post, eu jamais dei a entender que queria ter qualquer tipo de relacionamento que não fosse uma amizade com ela.

Depois de alguns meses evitando ela, em 2012, Priscila arrumou um namoradinho e foi ser feliz para sempre até que no início desse ano eles terminaram. Ela fechou seu perfil no Facebook ainda quando começou a namorar e não falo com ela desde que ela me convidou para ir na igreja no início do ano.

Deixe abaixo seus insultos pra mim pois claramente eu mereço todos eles e que a força esteja com todos vocês!

Quer ler outros posts??!?!

Que tal a nossa maior derrota no Uruguai?

Ou então sobre o meu karma ruim!

Cinquenta Tons de Cinza

Então, filme… Você quer deixar de ser um pornô socialmente aceitável para tias e solteironas de meia idade terem em casa? Você quer entrar no mundo do cinema como um pornô softcore mas ser julgado como um filme de verdade?

Ok. Sem problemas. Vamos julgá-lo como um filme de verdade…

*estalando o pescoço*

Este é: Cinquenta Tons de Cinza

*riff de Back in Black tocando*

fifty-shades-grey

PS: SPOILERS (dã)

Nesse momento vocês já devem imaginar que eu não gostei do filme, o que não é nenhuma novidade. Principalmente considerando o fato de que ele é baseado em uma fanfic de Crepúsculo (sério). Mas sendo assim, seria ele um daqueles filmes que é tão ruim mas tão ruim que se torna bom? Seria ele um filme que, se assistido com os amigos, você encontra ironia nos diálogos bregas e uma história tão absurda que se torna interessante ou engraçada? Essa é a pergunta que vou responder no final da review. Portanto se você quer saber o motivo de eu não ter gostado do filme, dar umas risadas ou só está a procura de um motivo pra dizer ‘nossa q cara hotário’, continue lendo.

Cinquenta Tons de Cinza conta a história de uma formanda em Literatura Inglesa chamada Anastasia Steele (o que já não faz o filme começar muito bem pois soa como um nome falso inventado por uma personagem de sitcom como Regina Phalange [por Phoebe Buffay em Friends], Art Vandalay [por George Constanza em Seinfeld] ou até mesmo Lorenzo Von Matterhorn [por Barney Stinson em How I Met Your Mother]).

Interpretada por Dakota Johnson, ‘Ana’ precisa entrevistar o bilionário Christian Grey (Jamie Dornan) para sua colega de quarto jornalista e gripada que (por algum motivo) não conseguiu outra jornalista para fazer esta entrevista. Sério, pensem a respeito… Você imaginaria que uma entrevista desse tamanho para um jornal da FACULDADE com um BILIONÁRIO/MODELO de 27 anos de idade atrairia pelo menos algumas possíveis candidatas que também fossem jornalistas e que, assim, seriam mais qualificadas para entrevistarem alguém cujo o tempo vale mais do que barras de ouro. Mas hey, foda-se o sentido, certo?

Então eles fazem a entrevista, compartilham um momento de óbvio simbolismo com o elevador se fechando e agora, por algum outro motivo, Christian está fascinado por uma mulher que não possui um pingo de personalidade. Se passa um dia (eu acho) e o bilionário mais cobiçado do mundo pelas mulheres visita Ana em seu trabalho na loja de ferragens (stalker much?) sem sequer ser reconhecido por outras pessoas. Na verdade ele entra em vários locais sem ser reconhecido. Você pensaria que, logicamente, um bilionário local receberia pelo menos um mínimo de atenção nos lugares que ele visita, certo? Bom, aparentemente esse filme não se importa muito com lógica tendo em vista que só se passaram 15 minutos e eu já contestei 2 pontos importantes do roteiro.

Então depois deles meio que se encontrarem uma ou duas vezes ela liga bêbada de um bar pra ele e o cara é tipo MUITO ESTRANHO. Ele fica tipo:

– O QUE? VOCÊ ESTÁ BEBENDO? PARE DE BEBER IMEDIATAMENTE!   ABAIXE JÁ ESTA ÁGUA DO CAPIROTO E VÁ PARA CASA!

Mano, tu não conhece essa guria tão bem assim!! Então por que diabos tu tais mandando ela fazer coisas? Já nesse momento ela deveria ter levantado algum tipo de bandeira vermelha e pensado: “Yeah, não… Não esse cara…”.

Mas é claro que isso não acontece pois provavelmente ela também pensou: “Ah, não… Mas ele é um bilionário… Hmmmm… É, ok… Eu aguento isso…”.

50tons2

“Dàn tã shì yigè yì wàn fùweng……….”

Traduzindo:

“Mas ele é um bilionário……………”

Mas Anastasia também tem um melhor amigo cujo nome eu não me lembro então eu vou chamar ele de Jacob pq vamos combinar ele é o Jacob de Crepúsculo… E esse cara é tipo TÃÃÃO patético! Ele é todo: “HEY AMIGA TUDO BEM?!??! EU TOTALMENTE quero te dar uns pegas e chupar tuas teta mas to vendo que eu não vou poder né PQ ACHO QUE EU NÃO SOU UM BILIONÁRIO.”. E essas palavras basicamente resumem o papel inteiro de Jacob nesse filme.

Então Christian “””resgata””” a bêbada Anastasia e a leva para o mesmo quarto de hotel em que ele está hospedado (?), troca a roupa dela (??) e dorme na mesma cama que ela (???). Cara, não tinha tipo um quarto vago aí do lado não? Tu precisava MESMO dormir na mesma cama de uma mulher bêbada sem o consentimento dela? E, por Deus do céu, quando você acha que essa cena não poderia ficar mais estranha, Christian diz com a maior calma: “If you were mine, you wouldn’t be able to sit down for a week”… Wait, what?!

Sério… Traduzindo, ele disse “Se você fosse minha, você não seria capaz de se sentar por uma semana”. Gente… Vamos parar um minuto nesta fala. Digam isso em voz alta. Sério. Eu desafio vocês. Digam isso em voz alta sem parecer TOTALMENTE besta. Não dá! É impossível. O ÚNICO cenário possível que eu vejo uma fala dessas se encaixando em algum tipo de contexto seria se ela já fosse fã da dirty talk, eles estivessem se pegando e ele sussurrasse isso no ouvido dela. Talvez nessa situação uma fala dessas seria considerada normal ou até mesmo excitante.

Mas espera! Pois a resposta dela é ainda melhor. Ela diz “O que? Por que eu estou aqui, Christian?”. GATA, O CARA ACABOU DE DIZER QUE QUER TE COMER COM A FORÇA DE TODO O EXÉRCITO BÁRBARO E SÓ O QUE TU TENS A DIZER É “O QUE?”??

AINNNN LUKS MAS TU SÓ VAI FALAR MAL DO FILME É?!?

Tá bom, tá bom, eu vou parar de bater um pouco nessa piñata de bosta e tentar focar nas poucas coisas boas. E como toda piñata, por fora ela parece ser muito bonita. Muito bem feita. Os atores são bons, nenhum é ótimo, mas eu consigo ver eles tendo boas atuações dado um roteiro de verdade para eles trabalharem. O longa é muito bem filmado e bem iluminado. Algumas cenas chegam a ser fantásticas. A minha preferia é a em que Mr. Grey está tocando piano nu ( ͡° ͜ʖ ͡°) em frente as grandes janelas em seu apartamento, iluminado pelos prédios de Seattle e Anastasia caminha até ele seminua  ( ͡° ͜ʖ ͡°) e então ele levanta e a carrega para fora da câmera. A cena diz tudo e transmite todos os sentimentos sem precisar de uma só linha de diálogo. (Embora o meu cérebro ainda me diga que em Seattle, de noite e durante o que aparenta ser uma leve garoa esses caras estariam CONGELANDO de frio).

50tons

Uma cena excelente, visualmente falando.

Mas o que eu quero dizer com tudo isso é que você até pode contratar um bom diretor de fotografia, levar ele até um beco e apontar para uma pilha de merda. Ele provavelmente vai conseguir iluminar muito bem aquela pilha de merda e filmá-la de uma maneira que pareça ser interessante mas hey, adivinhem só: Ainda não passa de uma pilha de merda.

Agora, vocês sabem o porquê desta cena ser tão boa mesmo sem possuir diálogos? É JUSTAMENTE PORQUE ELA NÃO POSSUI NENHUM DIÁLOGO! Os diálogos destroem completamente esse filme. Eles são tão bregas, tão cafonas e tão mal escritos que eu sinto vontade de mudar totalmente a minha vida sexual, me fazer gostar de bondage, encontrar escritora do livro, seduzir essa mulher, amarrar ela na cama e SIMPLESMENTE CUTUCAR O NARIZ DELA COM UMA PENA ATÉ ELE COÇAR E DEIXAR ELA AMARRADA DURANTE HORAS QUERENDO COÇAR O NARIZ SEM PODER. Isso que é sadismo de verdade. E talvez se isso estivesse no filme, ele seria muito mais interessante. Pelo menos pra mim. Ok, consegui me irritar digitando. Vou até parar com a história um pouco e focar nos outros aspectos.

Quanto aos personagens. Anastasia tem tanta personalidade quanto uma folha de papel A4 em branco. Se eu pedir para vocês descreverem a personalidade dela sem usar as palavras “tímida, insegura e virgem” vocês passariam por maus bocados. E sabem o motivo? Pois essa personagem precisa ser uma página em branco para que o maior número possível de mulheres dentro do público alvo se identifique com ela e digam para si “ainnnnnn, mas ela é insegura que nem eu”. Por isso a audiência não sabe o tipo de música que ela gosta, ou se existe alguma coisa que a irrite, ou então alguma coisa que a deixe profundamente triste. Pois isso se chama ‘desenvolvimento de personagem’. Isso transformaria Ana em uma pessoa diferente. Única. Mas não é dessa forma que filmes do gênero vendem. Logo, a audiência feminina que não prestou muita atenção nos diálogos pois suas calcinhas encharcaram no momento em que o ator Jamie Dornan tirou a camisa pela primeira vez sai do cinema suspirando e pensando: “Ay, poderia ser eu”. Bella foi inteira escrita assim, Anastasia é escrita assim e as próximas personagens desse tipo de filme serão escritas assim.

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Bella Anastasia Steel

Quanto a Christian Grey, ele acaba sendo uma personagem completamente confusa, que vai e volta em suas decisões inconsistentes. Ele não é exatamente um cara de “flores e chocolates” mas é um cara de “carros e notebooks”. Ele não quer fazer o tipo namorado, mas conhece a família dela e a apresenta para a sua família. Ele diz para Anastasia ficar longe dele mas se fascina e persegue uma mulher que claramente quer que ele seja seu namorado. Suas decisões são tão inconsistentes e ele é mal escrito quanto Anastasia, contudo a diferença entre os dois é que ele pelo menos possui uma backstory. Filho de uma viciada de crack, ele possui algumas cicatrizes de queimaduras no corpo e quando você para e analisa Christian Grey, a única pergunta que faz sentido perguntar é: Por que esse filme não é inteiramente sobre ele? Pensem comigo. Um garoto filho de uma viciada em crack é adotado por outra família, aos 15 anos de idade entra no mundo do bondage e aos 27 ele já havia se tornado um bilionário. Isso é MUITO mais interessante do que qualquer tipo de relação “will they won’t they” que ele possa ter com Anastasia. Essa é a história que eles deveriam estar contando. Como esse garoto filho do crack se tornou um empresário de sucesso?! O que o bondage teve a ver com o seu sucesso? O quanto da posição de ‘dominador’ ele retirou da sua vida sexual e empregou na sua empresa? E como isso fez ele obter essa fortuna? Esse é o tipo de filme que eu gostaria de assistir. Poderia até não ser um bom filme, mas por Deus do céu… Pelo menos esse filme não teria esta fala:

– Where have you been all my life?                                                                             – Waiting for you… *-*

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Eu juro que não queria usar essa imagem mas não tive escolha.

A química entre as personagens principais é outro problema sério. Justamente porque ela não existe. Zero. Nenhuma. Anastasia Steele e Christian Grey não conseguem demonstrar qualquer tipo de sentimento um pelo outro que não pareça ser completamente atuado. É como colocar uma Barbie e um G.I Joe de frente um para o outro e esperar que algum tipo de emoção saia deles. Esse deve ser o romance mais forçado do cinema desde Anakin e Padmé na nova trilogia de Star Wars (tirando Bella e Edward, obviamente). Diálogos horríveis e uma história sem lógica nenhuma impedem que ambos atores se concentrem em seus papéis, por mais que eles realmente aparentem estar se esforçando para fazer um bom trabalho.

Anakin e Padmé e seu lindo diálogo sobre areia.

“I don’t like sand. It’s coarse and rough and irritating and it gets everywhere.”

Então, Christian Grey é um cara bastante ligado em bondage, sadomasoquismo e relacionamentos entre submisso e dominante. E não, não tem nada de errado com isso. Esse é o mundo em que ele vive. São seus gostos pessoais. Mas ele é obviamente incompatível com essa mulher totalmente inocente. “Ah, mas ele é atraído por ela”. Pois é. Algo que os escritores esqueceram completamente de colocar no roteiro (oooops) o faz ser atraído emocionalmente por ela mesmo depois dele ter deixado claro de que não se envolve emocionalmente com ninguém. Mas mesmo assim, depois de tudo isso, não é como se ela fosse inocente mas ainda assim meio que gostasse do estilo sexual dele. Ela é inocente e entediante no aspecto sexual. Ela não é tão aberta a essas possibilidades quanto ele deveria querer que alguém como ela fosse. Então o tempo todo você se pega contestando “por que esse cara tá indo atrás dela??”. Um bilionário jovem não possui rios e rios de mulheres correndo atrás dele? Não haveriam outras mulheres ou até mesmo prostitutas ou whatever que, não apenas estariam dispostas a mergulhar nesse universo, como também adorariam usar todos os brinquedinhos que ele tanto queria usar?

Ao invés disso o que ele aparenta fazer é comprar o interesse da Anastasia com notebooks, carros e passeios de avião/helicóptero. Eu sei que essas coisas deveriam parecer como presentes mas elas não parecem. Quando ela pede “algo a mais” dele e do relacionamento, a resposta imediata é levá-la dar uma volta de avião. E quando questionada se isso é o suficiente ela diz que sim! COMO isso não é comprar o interesse dela??? E agora, uma pequena história real utilizada como exemplo. Minha irmã trabalhou um tempo como secretária em uma advocacia e um dos clientes regulares do escritório um dia simplesmente ofereceu a ela um carro novo, meio que do nada… E vocês sabem o que ela fez? ELA REJEITOU O CARRO. COMO UMA MULHER NORMAL. COMO UMA PESSOA DE VERDADE QUE TOMA DECISÕES RESPONSÁVEIS FARIA. MEU DEUS DO CÉU MAS ESSE FILME NÃO-FAZ-SENTIDO! (puta merda alguém me segura que daqui a pouco eu coloco um ray-ban e dou uma de Felipe Neto)

cbe8e-felipe_neto_bella

Eu daqui uns anos se continuar assistindo filmes merdas

AINNNNNNN LUKSS MAS TU TAIS PENSANDO DEMAIS NO FILME TU NÃO PODE LEVAR ELE ASSIM TÃO A SÉRIO NÉ

NÃO!! Eu me recuso a não pensar sobre um filme que faz tão pouco sentido quanto esse. Principalmente porque eu não estou pensando demais. Eu estou pensando. Ponto final. É parar 1 (um) minuto e contestar se o que está na tela tem ou não tem lógica.

Agora, sobre as cenas de sexo. Elas estão lá. É o que o filme promete. É o que o trailer promete. Então vamos falar um pouco sobre elas. As cenas de sexo estão lá mas não tão numerosas e nem tão intensas quanto eu esperava. Eu acreditei que teriam algumas cenas bem fortes de sexo tendo em vista a origem do filme. Mas depois de pesquisar e descobrir que a classificação indicativa é só 16 anos, até que faz sentido. Eu realmente gostaria que o filme tivesse mais dessas cenas, porque o que me fez não parar de assistir na metade foi a promessa de que elas estariam ali. São todas bem filmadas e iluminadas como o resto do filme e a trilha sonora foi outro ponto positivo. O clima que as músicas criam é calmo porém bastante intenso. O que se tornou uma surpresa agradável porque o filme suga toda a tua atenção nessa hora. Eu percebi que muitas pessoas reclamaram que as cenas de sexo não são tão sadomasoquistas quanto deveriam ser e que os ~~utensílios~~ praticamente não são usados. Mas, em defesa do filme, não dá pra colocar uma classificação 16 anos e se deixar levar pelos brinquedinhos. (No Brasil é classificado como 16 anos. Nos Estados Unidos a classificação é “R”, o que significa que menores de 17 anos precisam estar acompanhados por um adulto para assistir o filme).

Mas voltando ao assunto, depois que Christian desvirgina Anastasia o resto do filme fica um.tremendo.porre. Demais. Porque não existe nada que carregue a trama do ponto A para o ponto B além do romance merda ‘eu quero mas não sei se quero’ deles. Romance que nem deveria estar acontecendo porque eles são completamente incompatíveis. Pelo menos em Crepúsculo tinham os vampiros assassinos, a guerra com os lobisomens e aquela baboseira do filho híbrido não poder nascer por causa dos illuminatis malvados. Era uma idiotice mas pelo menos era uma história! Esse filme não te dá absolutamente nada. Ele foca no romance entediante de duas pessoas que meio que querem sair um com o outro mas não deveriam e eles começam a perceber que não deveriam e eu estou tentando usar alguma outra palavra pra descrever tudo isso mas não consigo. ‘Tédio’ é a que mais bem se encaixa. Ah, e guardem este dia migos e migas pois este foi o dia no qual usei Crepúsculo como exemplo positivo. Eu nunca pensei que esse dia chegaria e espero nunca mais precisar fazer isso.

O final é um caso a parte pois ele é duas coisas ao mesmo tempo: Interessante e sem sentido. A parte sem sentido é que: Após permitir Christian tratá-la como a Alemanha tratou o Brasil no 7×1, Ana decide que não gosta mais dele e que ele nunca mais vai fazer isso com ela, corre para chorar em seu quarto até que (2 minutos depois) ela decide que está ahn apaixonada por ele… Não. Desculpa, erro meu. Não foram dois minutos. Foi um  minuto e 40 segundos. Sim, eu contei. Deal with it… Um minuto e 40s para ela passar de “não me toque” para “eu acho que estou me apaixonando por você”. Mais uma vez: Inconsistência nas decisões de uma personagem fraca e mal escrita. Agora a parte interessante é que, na cena final, enquanto Christian corre até o elevador atrás de Anastasia você não tem certeza se ele vai atrás dela como um romântico tentando convencê-la a ficar ou se é como um dominante que quer fisicamente impedi-la de ir embora. E quando ela diz “NÃO” e ele congela com um olhar confuso.. Isso é inteligente! Isso é intrigante! Acontece em poucos segundos, quase sem diálogos (obviamente) e é muito bem atuado. Por alguns segundos o filme te intriga, te prende, te faz ficar interessado na história e então ele acaba.

Hey, filme… Eu tenho um recadinho pra você.

Cinquenta Tons de Cinza é um filme semi-bem atuado e filmado porém o roteiro é tão mal escrito, tão sem sentido, tão cheio de furos e os diálogos são tão bregas que é impossível o considerá-lo sequer medíocre. Eu esperava assistir um filme tão ruim que encontraria a ironia nele. Um daqueles filmes o qual ele mesmo sabe que vai ser ruim e brinca com esse fato. Mas ele não é. Esse filme tenta se levar a sério e falha miseravelmente, o que o faz ser pior ainda!

Então eu realmente odiei desse filme, mas não porque ele é degradante para as mulheres, não porque Ana é só mais uma donzela chata esperando que o grande e poderoso homem a salve de sua vida extremamente entediante e sim porque o ele NÃO FAZ SENTIDO NENHUM. As decisões tomadas pelas personagens são tão ridículas quanto a premissa em si. O filme é um tédio, nada além do romance wannabe complexo acontece e a única coisa que me fez sentar por duas horas foi a promessa de cenas de sexo que, apesar de boas, nem chegam perto de tudo o que foi prometido com todos aqueles brinquedos e chicotes. Não é o pior filme que eu já assisti na vida (que continua sendo Dreamland [2007]), mas continua sendo péssimo.

Pra não gostar desse filme não é preciso pensar demais. Na verdade pra não gostar desse filme é preciso ter apenas dois neurônios: um pra tirar a mão de dentro da calça e outro pra se perguntar: Esse filme faz algum sentido?

 

 

E você? O que achou do filme? Gostou? Odiou? Acha que eu não passo de um macaco com acesso a internet? Deixe um comentário!

Para ler outras críticas:

Annabelle

A Culpa É Das Estrelas

O Final de Birdman

Antes de começar, só um recado. Se você ainda não assistiu Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) peço, por favor, que clique aqui.

sq_birdman

Pronto, agora que quem não assistiu está por sua conta e risco vamos falar sobre o final deste excelente filme. E eu REALMENTE recomendo a quem não viu ainda que vá assistir antes de ler este post recheado de Spoilers.

sad puppy

pfvr gnt num le sem ants te asistuido nao

Ok, se você não assistiu, conseguiu passar pela barreira do cachorrinho triste E AINDA ASSIM insiste em ler este post eu sinto lhe informar mas você não tem coração!

Certo, então vamos falar sobre o final de Birdman.

PS: Apenas sobre o final pois o filme é ótimo, o roteiro lindo, trabalho de câmera de tirar o fôlego, Michael Keaton espetacular, Edward Norton foda, Emma Stone me liga, o pacote completo.

O filme termina com a Sam (Emma Stone) olhando, através da janela do hospital, o que presume-se ser seu pai Riggan (Michael Keaton) voando como um super-herói (“presume-se” pois o filme nunca mostra exatamente o que ela vê através da janela). Agora, o filme estabelece algumas vezes que estes eventos sobrenaturais são alucinações. Uma hora nos vemos Riggan atirando objetos usando telecinese até seu advogado adentrar o camarim e ficar claro que Riggan estava utilizando suas mãos o tempo todo. Depois vemos o mesmo Riggan voando pelas ruas de New York até chegar ao teatro e ser perseguido por um taxista que afirma não ter recebido o pagamento da corrida, deixando claro que ele chegou até ali utilizando um táxi e todas essas coisas estão apenas em sua cabeça.

Ok, vamos voltar um pouco. Antes desse epílogo no hospital vemos Riggan de uma forma que nem sua ex-esposa está acostumada a vê-lo: Calmo. Estranhamente calmo e logo antes da grande noite de estréia. Ele a revela que havia tentado se matar uma vez ao tentar se afogar. Então se deduz que ele é um suicida sob muita pressão emocional. Depois, ele pega uma arma de verdade ao invés da arma de brinquedo utilizada no teatro, sobe no palco e atira em si mesmo em frente a platéia, gerando aplausos. Eu acredito que ele realmente tentou se matar mas falhou de novo. Ele iria gerar para si mesmo a melhor review de todas. Uma review que duraria por gerações. Iria mostrar a Thabita (crítica que prometeu falar mal da peça) o quão longe ele estava disposto a ir pela sua arte. Provar que ele era capaz de fazer mais do que apenas “desenhos e pornografia” como dito por ela. Iria dar ao público “o sangue e a ação” que Birdman falou que ele deveria dar.

birdman

Minha interpretação é de que ele tenta o suicídio porém devido a uma mão trêmula ou talvez exaustão emocional, erra o tiro e destrói o próprio nariz. Logo, ele acorda uma lenda conforme tinha planejado que viria a ser, porém vivo. Ao ir ao banheiro percebe que Birdman ainda o acompanha. Ele sai do banheiro, vai até a janela, vê pássaros voando lá fora, sobe no parapeito e nós nunca o vemos pular. Vemos apenas Sam entrando no quarto e procurando por ele até finalmente ir até a janela.

Então o que pode-se entender através deste ‘voo’ que Sam vê pela da janela? Seria uma alucinação ou é tudo real? E se é uma alucinação, seria uma alucinação de Riggan ou de Sam? Ou seria apenas um voo metafórico de Riggan projetado pelo diretor Alejandro Iñárritu?

Após terminar o filme fiquei uma boa meia hora pensando sozinho e tentando interpretar o final da melhor maneira. Depois de chegar a uma conclusão era hora e ir ao bom e velho tio Google p/ ler o que o resto do mundo achou desse final. Vou postar o que entendi e duas outras teorias encontradas na internet que mais fazem sentido.

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Sam (Emma Stone) olhando para o nosso futuro juntos.

A primeira interpretação é que Riggan está imaginando o episódio inteiro do hospital. Até mesmo a admiração de sua filha Sam enquanto ele voa para o pôr do sol. Esse é o final feliz de Riggan para si mesmo. Ele nunca pula, apenas continua na cama e se imagina voando e sua filha sorrindo o observando.

A segunda interpretação também diz que Riggan não pulou pela janela, e sim o ato dele voar é uma representação simbólica do diretor do que ele finalmente conseguiu: a afirmação e o amor que ele tanto queria da pessoa mais importante da vida dele. A sua filha. Ela vê seu pai “voar”. O que neste caso significa ser reconhecido pela mídia, também representado pelos seguidores no twitter que ele ganhou (como uma forma de “celebridade moderna”) e Riggan agora está sentindo tudo isso. Ele sente como se estivesse voando e sua filha agora o vê “olhando pra cima” (admirando tudo o que ele alcançou).

A terceira interpretação é a minha conclusão e, depois da pesquisa, descobri que haviam mais pessoas com a mesma visão. Essa interpretação é mais mórbida das três pois nela Riggan pula da janela ao ver Birdman no banheiro e perceber que ele nunca vai conseguir se livrar do seu alter ego. Mesmo após conseguir o sucesso que queria, Birdman nunca vai deixá-lo em paz e, ao sair do banheiro, Riggan diz “Bye bye, and fuck you.” indicando que essa despedida realmente o fez pular.

Quando Sam olha pela janela, ela primeiramente olha para baixo (ao som de sirenes ao fundo). Após olhar para baixo ela finalmente levanta avista o horizonte e sorri. Minha interpretação: Sam entra na sala procurando seu pai, vai até a janela, olha para baixo e vê seu pai morto atirado na calçada com ambulâncias e pessoas ao seu redor. Essa visão terrível serve como um gatilho. Sam tem um colapso nervoso e agora está tendo as mesmas alucinações de seu pai. Então ela alucina que seu pai não está morto e, sim, voando com os pássaros no horizonte. Digo isso pois Sam já mostrava que sinais de instabilidade mental e abuso de drogas estavam presentes nela o tempo todo.

Se alguma dessas interpretações está certa ou errada realmente não faz muita diferença. Pessoalmente, adoro filmes que deixam o final aberto para interpretação pois gosto das discussões e de trocar ideias com quem já assistiu. A beleza nisso tudo é que cada um cria o seu próprio final, dando ao filme sua própria visão e o seu pequeno toque de genialidade.

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E você, o que achou do final? Possui alguma interpretação diferente das postadas aqui? Acha que usar o cachorrinho triste foi golpe baixo? Acha que eu não passo de um macaco com acesso a internet? Deixe seu comentário e ganhe um biscoito.

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PS:

Que ler mais posts?

Leia aqui o que achei de 50 Tons de Cinza.

E aqui sobre o dia que tomei remédio para cachorro (sim).